A tenista brasileira Vitória Miranda, de 17 anos, alcançou mais um feito histórico nesta sexta-feira (6) ao conquistar o título do Roland Garros Juvenil em cadeira de rodas. Mineira de nascimento e número 1 do ranking juvenil mundial, Vitória derrotou a americana Sabina Czauz por 6/3 e 6/2 em pouco menos de uma hora de partida, confirmando o favoritismo e reafirmando sua posição como um dos grandes nomes do tênis adaptado na nova geração.
Este é o segundo título de Grand Slam na categoria juvenil para a brasileira apenas em 2025 — ela já havia vencido o Australian Open em janeiro, tanto nas duplas quanto no torneio individual. No torneio de estreia em Paris, Vitória superou com facilidade a sueca Emma Gjerseth por 6/2 e 6/1, demonstrando domínio desde o início da competição.
Com a vitória em Roland Garros, Vitória mantém-se isolada na liderança do ranking mundial juvenil. Na sequência, Vitória voltou à quadra ao lado da belga Luna Grup, com quem já fora campeã de duplas na Austrália em janeiro. Diferentemente da final em Melbourne. quando jogou em parceria com a letâ Alina Mosko, a adversária norte-americana competiu hoje (6) com a sueca Emma Gjerseth. A mudança, no entanto, não surtiu efeito. A dupla de Vitória e Luna levantou a segunda taça do dia, após vitória por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2).
Mesmo brilhando entre as juvenis, Vitória Miranda também já começa a deixar sua marca entre os adultos. Aos 17 anos, ocupa atualmente a 27ª posição no ranking profissional da categoria. A transição para o circuito adulto será inevitável e está próxima: em agosto, ao completar 18 anos, ela deixará oficialmente as competições juvenis e passará a atuar exclusivamente entre os profissionais.
O desempenho da brasileira nos principais torneios do mundo sinaliza um futuro promissor. Com vitórias expressivas e um estilo de jogo agressivo e técnico, Vitória Miranda desponta como uma das grandes esperanças do esporte paralímpico brasileiro e já é considerada uma referência para a nova geração de atletas em cadeira de rodas.
Em Roland Garros, ela não apenas reafirmou seu talento, mas também consolidou o Brasil no mapa do tênis adaptado juvenil mundial.





