Vítimas de queda de avião em Belo Horizonte são identificadas; três seguem em estado grave

Piloto e passageiro morreram no local, enquanto sobreviventes foram levados ao Hospital João 23 após acidente na Pampulha

As autoridades identificaram as vítimas do acidente com um avião de pequeno porte que atingiu um prédio residencial em Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira (4). De acordo com a Polícia Civil, morreram no local o piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, e o passageiro Fernando Moreira Souto, de 36. Souto era filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT).

Sobreviventes seguem internados em estado grave

Outras três pessoas que estavam na aeronave foram resgatadas com vida, mas em estado grave. São elas: Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, que sofreu fratura no pé; Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos; e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53. Todos foram encaminhados ao Hospital de Pronto-Socorro João 23, referência em atendimentos de urgência na capital mineira.

Imagens feitas no momento do resgate mostram uma das vítimas consciente, mesmo com ferimentos, sendo retirada do local pelas equipes de socorro.

Dinâmica do acidente e danos no prédio

O avião havia decolado do aeroporto da Pampulha pouco antes da queda. Informações preliminares apontam que a aeronave perdeu altitude ainda nos primeiros momentos do voo e acabou colidindo com a lateral de um edifício de três andares, no bairro Silveira.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto atingiu a área da caixa de escada do prédio. Apesar da gravidade, todos os moradores foram retirados com segurança, e não há indicação de risco estrutural imediato.

Houve também vazamento de combustível em um estacionamento próximo, mas o risco de explosão foi controlado pelas equipes de emergência.

Relatos de moradores revelam momentos de tensão

Moradores do edifício descreveram o impacto e o resgate como momentos de pânico. A dona de casa Valdete Martins, que vive no local há quase 50 anos, contou à Folha de S.Paulo que precisou aguardar no apartamento enquanto os bombeiros priorizavam os feridos.

“Eles me pediram para eu ficar lá quieta, tomando água, enquanto socorriam os feridos. Depois colocaram uma escada para eu descer”, relatou. Segundo ela, a estrutura do prédio foi bastante afetada: “Não tem mais escada, só peça de avião”.

Outra moradora, Natalia Bicalho, de 23 anos, não estava no imóvel no momento do acidente. “Foi um livramento não estar lá”, disse.

Investigação apura falha na decolagem

A Polícia Civil investiga as causas do acidente e trabalha com a hipótese de falha ainda na decolagem. A delegada Andrea Pochman afirmou que testemunhas relataram problemas logo na saída do aeroporto.

“As informações que temos de uma testemunha é de que, no próprio aeroporto da Pampulha, a decolagem já não foi correta, que já estava perdendo altitude”, afirmou.

O avião, um modelo NEIVA EMB-721C fabricado em 1979, estava com situação regular, segundo registros oficiais. A aeronave havia sido adquirida recentemente e ainda passava por transferência de propriedade.

O voo era particular, com origem em Teófilo Otoni (MG), escala em Belo Horizonte e destino final em São Paulo.

Perícia e Cenipa atuam no caso

A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já iniciaram os trabalhos no local. A etapa inicial inclui coleta de dados, análise dos danos e preservação de evidências.

A Polícia Civil também realizou perícia antes da retirada dos corpos. As investigações seguem para esclarecer o que provocou a queda logo após a decolagem

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