O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 63, mobilizou o alto escalão da segurança pública paulista. Fontes foi executado na noite desta segunda-feira (15), em Praia Grande, na Baixada Santista, e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) determinou a criação imediata de uma força-tarefa para capturar os responsáveis.
“Covarde assassinato”, diz governador
Em nota enviada à Folha de São Paulo, Tarcísio classificou o crime como um “covarde assassinato” e disse que o Estado agirá com rigor. “Ruy Ferraz Fontes deixou um legado na Segurança Pública. Foi pioneiro no combate ao PCC e dedicou 40 anos à Polícia Civil, chegando ao cargo de delegado-geral. Vamos identificar e prender os criminosos para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça”, afirmou o governador.
Ação da PM e apoio do Gaeco
Após o crime, equipes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da Polícia Militar, foram deslocadas para a região. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que as investigações terão o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), ligado ao Ministério Público.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, anunciou nas redes sociais que a força-tarefa terá prioridade máxima. “Determinei a integração imediata dos esforços. O procurador-geral de Justiça ofereceu o apoio do Gaeco, e estamos mobilizando todas as forças para prender os responsáveis”, declarou.
Detalhes do ataque
O crime ocorreu por volta das 18h20 na Avenida Doutor Roberto de Almeida Vinhas. Fontes estava dirigindo um Fiat Argo quando foi surpreendido por criminosos armados com fuzis. Ao tentar escapar, bateu em um ônibus e capotou. Em seguida, os assassinos desceram de um segundo carro e dispararam contra ele.
O Samu constatou a morte no local. O veículo utilizado pelos criminosos foi encontrado incendiado. Dois homens que estavam na rua também foram baleados, mas foram socorridos e não correm risco de vida, segundo a Prefeitura de Praia Grande.
Motivação ainda é investigada
Fontes atuava como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande. Embora policiais ouvidos pela Folha apontem para possível envolvimento de facção criminosa no homicídio, Osvaldo Gonçalves, o Nico — secretário-executivo da SSP e amigo pessoal de Fontes — pede cautela: “Essa teoria é precipitada. As investigações precisam de tempo para esclarecer os fatos”.
Nota de pesar e comoção
A Secretaria da Segurança Pública divulgou nota de pesar pela morte do ex-delegado. Fontes era reconhecido como um dos principais nomes da Polícia Civil paulista e um dos primeiros a atuar diretamente contra o PCC. Sua morte causa forte comoção entre colegas e autoridades do estado.
Veja o momento do atentado, com imagens fortes:
Leia mais:






Deixe um comentário