A noite de celebração do Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio 2025 foi marcada por fortes emoções, despedidas icônicas e protestos. Neguinho da Beija-Flor, que por décadas foi a voz da escola de Nilópolis, cantou seu último samba como intérprete oficial da agremiação, enquanto Paolla Oliveira brilhou pela última vez como rainha de bateria da Grande Rio.
Essa é a despedida do intérprete com mais títulos na Sapucaí
— Oliveira ˢᶠᶜ (@yuriolisfc) March 9, 2025
A campeã de 2025 Beija-Flor de Nilópolis tem 15 títulos do carnaval carioca e Neguinho da Beija-Flor esteve em todos
Campeão na estreia em 1976 e na despedida em 2025
Lendário.#BeijaFlorNoMultishow #DesfileDasCampeãs pic.twitter.com/EhenY05BRp
"É um recorde difícil pra qualquer um bater. A paixão pelo Carnaval e pela família Beija-Flor. Ser fiel a sua escola por 50 anos sem faltar um desfile, mesmo doente." (Neguinho) #DesfiledasCampeãs pic.twitter.com/XQ7lGwZrzm
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) March 9, 2025
A escola vice-campeã também fez questão de demonstrar insatisfação com as notas recebidas no julgamento, com integrantes vestindo camisetas que a proclamavam como a “verdadeira campeã”.
A Paolla Oliveira não conseguindo segurar a emoção em seu último desfile como rainha de bateria da Grande Rio. #DesfiledasCampeãs pic.twitter.com/kuCuuhgbaz
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) March 9, 2025
Com todo respeito, mas que vergonha alheia a diretoria da Grande Rio ir pro desfile das campeãs com a camisa escrito “a Verdadeira campeã de 2025” pic.twitter.com/HVMBWM1KYf
— Pedro Machado (@pegoncalves) March 9, 2025
A Beija-Flor, grande vencedora do carnaval deste ano, entrou na avenida pouco antes do amanhecer, sob um céu iluminado pelo azul dos sinalizadores usados por seus torcedores. Neguinho comandou o esquenta ao som do samba-enredo “Mulher, mulher”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
A Mangueira abriu os desfiles da noite celebrando a cultura Bantu e a influência desse povo na identidade do Rio de Janeiro. Antes, o público foi embalado por shows de Leci Brandão, Ivete Sangalo e Iza, reforçando a homenagem ao 8 de março. Na sequência, a Portela trouxe novamente sua emocionante homenagem a Milton Nascimento, que desfilou em um dos carros alegóricos.
A emoção continuou com a Viradouro, que se despediu de sua rainha de bateria Érika Januza. Ela anunciou sua saída um dia antes, admitindo que sentia o “coração apertado, mas feliz”. A musa Lore Improta, por sua vez, revelou que aceitaria o posto caso fosse convidada.
A Imperatriz Leopoldinense veio em seguida, trazendo um enredo de temática afro que lhe rendeu o terceiro lugar. Entre os destaques da noite, estava a presença da diretora de carnaval da Unidos de Padre Miguel, Lara Mara, que acompanhou a escola. Sua agremiação foi rebaixada para a Série Ouro, decisão que gerou polêmica. Um dos motivos alegados para a perda de pontos foi o uso de “excesso” de palavras em iorubá no samba-enredo, justificativa que foi amplamente criticada e levou até o presidente da Liesa a prometer a não renovação da jurada responsável.
Com emoção, despedidas e reivindicações, o Desfile das Campeãs mostrou que o carnaval carioca vai além da festa: é também espaço de história, resistência e paixão.
Com informações do g1 e O Globo
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