(Vídeos) Despedidas de Neguinho da Beija-Flor e Paolla de Oliveira marcam Desfile das Campeãs, que também teve protestos contra notas de jurados

Grande Rio desfilou com camisetas que saudavam “a verdadeira campeã”; Unidos de Padre Miguel contestou desconto de pontos em samba-enredo

A noite de celebração do Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio 2025 foi marcada por fortes emoções, despedidas icônicas e protestos. Neguinho da Beija-Flor, que por décadas foi a voz da escola de Nilópolis, cantou seu último samba como intérprete oficial da agremiação, enquanto Paolla Oliveira brilhou pela última vez como rainha de bateria da Grande Rio.

A escola vice-campeã também fez questão de demonstrar insatisfação com as notas recebidas no julgamento, com integrantes vestindo camisetas que a proclamavam como a “verdadeira campeã”.

A Beija-Flor, grande vencedora do carnaval deste ano, entrou na avenida pouco antes do amanhecer, sob um céu iluminado pelo azul dos sinalizadores usados por seus torcedores. Neguinho comandou o esquenta ao som do samba-enredo “Mulher, mulher”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

A Mangueira abriu os desfiles da noite celebrando a cultura Bantu e a influência desse povo na identidade do Rio de Janeiro. Antes, o público foi embalado por shows de Leci Brandão, Ivete Sangalo e Iza, reforçando a homenagem ao 8 de março. Na sequência, a Portela trouxe novamente sua emocionante homenagem a Milton Nascimento, que desfilou em um dos carros alegóricos.

A emoção continuou com a Viradouro, que se despediu de sua rainha de bateria Érika Januza. Ela anunciou sua saída um dia antes, admitindo que sentia o “coração apertado, mas feliz”. A musa Lore Improta, por sua vez, revelou que aceitaria o posto caso fosse convidada.

A Imperatriz Leopoldinense veio em seguida, trazendo um enredo de temática afro que lhe rendeu o terceiro lugar. Entre os destaques da noite, estava a presença da diretora de carnaval da Unidos de Padre Miguel, Lara Mara, que acompanhou a escola. Sua agremiação foi rebaixada para a Série Ouro, decisão que gerou polêmica. Um dos motivos alegados para a perda de pontos foi o uso de “excesso” de palavras em iorubá no samba-enredo, justificativa que foi amplamente criticada e levou até o presidente da Liesa a prometer a não renovação da jurada responsável.

Com emoção, despedidas e reivindicações, o Desfile das Campeãs mostrou que o carnaval carioca vai além da festa: é também espaço de história, resistência e paixão.

Com informações do g1 e O Globo

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