Após assinar decreto que reconhece oficialmente a cultura gospel como manifestação cultural nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em seu gabinete no Palácio do Planalto, o deputado federal e pastor evangélico Otoni de Paula (MDB-RJ), que lhe agradeceu pela medida que, segundo ele, abrirá “portas imensas”. Segurando a mão de Lula, Otoni orou e criticou a polarização política no país, dizendo que a “Igreja não é de direita, não é de esquerda, é do Senhor Jesus”.
“Eu estou aqui em nome da verdade em nome da celebração da gratidão. O que o senhor está fazendo hoje, que é o reconhecimento, a valorização da cultura gospel como uma cultura nacional. A partir desse decreto do senhor, o que nós fazemos também é reconhecido como cultura nacional. Isso nos abrirá portas imensas, nos colocará na Justiça social que o senhor tanto promove”.
Planalto busca aproximação com evangélicos
“Após a assinatura do decreto que reconhece o gospel como patrimônio cultural do Brasil, recebi uma oração do deputado @otonidepaulaoficial. A fé, o respeito e o amor não têm partido político. Quando cuidar do povo é o propósito dos governantes, Deus abençoa e capacita”, afirma Lula no post publicado com Otoni.
A medida é uma forma com que o Planalto busca se aproximar da comunidade evangélica, segmento em que Lula amarga índices desfavoráveis. Levantamento recente da Quaest apontou aumento da desaprovação entre evangélicos, que passou de 58% para 64%, enquanto a aprovação caiu de 38% para 33%.






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