O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio de Janeiro abriu uma investigação depois que a deputada estadual Índia Armelau (PL), a mais votada do estado nas eleições deste ano, usou as redes sociais para sugerir que empresários verifiquem as manifestações políticas de seus funcionários.
A apuração vai analisar se houve “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”.
Em um pronunciamento, a parlamentar defendeu que empresários possam escolher profissionais alinhados a seus valores e negou ter incentivado demissões em massa.
A polêmica começou com uma postagem intitulada “Não contrate quem odeia empresário”, na qual Armelau aconselha empreendedores a considerar a afinidade ideológica no momento de contratar. A publicação provocou repercussão nas redes e motivou a atuação do órgão trabalhista.
“Antes de ser parlamentar, eu sou empresária. O meu marido é empresário. Tu acha mesmo que eu vou querer alguém comigo na minha empresa que acha que eu sou o câncer do mundo, que acha que toda a riqueza da empresa se deve porque eu a escravizei? … E a gente contrata quem tem o mesmo pensamento que o nosso, quer produzir, quer crescer.“
Assista ao vídeo:
Parlamentar critica suposto duplo padrão
No pronunciamento, Armelau acusou setores da esquerda de adotarem critérios diferentes diante de manifestações políticas de artistas e parlamentares conservadores. Como exemplo, citou a atriz Regina Duarte e episódios de hostilidade contra artistas identificados com a direita.
“Vários artistinhas, vários parlamentares falando sabe o quê? Para boicotar os artistas de direita e ninguém fala absolutamente nada. Regina Duarte teve sua cara toda pichada… E vocês querem agora chorar? Eu tenho a liberdade sim e eu vou lutar por isso”, afirmou.
A deputada classificou a atuação do MPT como uma ameaça à liberdade de expressão e defendeu que empresários conservadores estejam atentos à preservação de seus negócios.







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