Vídeo mostra alpinistas dormindo ao lado do corpo de brasileira para evitar novo deslizamento

Eles optaram por permanecer próximos ao corpo para protegê-lo

Os alpinistas voluntários que participaram do resgate do corpo de Juliana Marins publicaram um vídeo nas redes sociais mostrando as dificuldades enfrentadas durante a operação, especialmente à noite. Segundo os relatos, eles optaram por dormir ao lado do corpo para protegê-lo e evitar novos deslizamentos na área instável.

“Depois de garantir que a vítima havia morrido, nossa equipe combinada de voluntários a protegeu e passou a noite em um penhasco vertical íngreme com condições rochosas instáveis a 3 metros da vítima, enquanto esperava outra equipe para retirá-la de cima”, escreveu Tyo. Assista:

Juliana era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava em um mochilão pela Ásia quando sofreu o acidente. Ela fazia uma trilha no Monte Rinjani, um dos pontos turísticos mais populares da Indonésia, quando caiu em um precipício no sábado (21) — ainda sexta-feira (20) no Brasil. O corpo foi resgatado quatro dias depois, já sem vida.

Imagens captadas por um drone mostraram a vítima ainda com vida no dia da queda. Ela se mexia e fazia movimentos com os braços, vestindo calça e camisa. No entanto, as condições climáticas adversas e a falta de equipamentos adequados levaram as equipes de resgate a suspenderem as buscas, que só foram retomadas no dia seguinte.

As primeiras informações sobre a queda chegaram ao Brasil por meio de turistas que também faziam a trilha. Eles encontraram o perfil de Juliana nas redes sociais e enviaram mensagens a contatos da jovem na tentativa de avisar a família.

O guia que acompanhava Juliana afirmou que ela não foi abandonada e que havia parado para descansar. Segundo ele, estava a apenas três minutos de distância quando ouviu gritos de socorro e acionou a equipe de resgate.

Prefeitura assume traslado do corpo

A Prefeitura de Niterói informou que vai custear o traslado do corpo da publicitária. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves (PDT), que afirmou ter conversado com a irmã da jovem, Mariana Marins. Segundo o prefeito, a administração municipal se comprometeu a prestar apoio integral à família e a garantir que o corpo de Juliana seja trazido ao Brasil para o velório e sepultamento em Niterói.

A família aguarda a liberação pelas autoridades indonésias para que o processo de repatriação seja iniciado. Ainda não há data definida para a cerimônia fúnebre, que dependerá da conclusão dos trâmites internacionais.

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