Um jogador de 13 anos, que mora no Rio de Janeiro e participava de um campeonato em São Paulo como convidado do Atlético Goianiense, teve a família mobilizada após denúncias de assédio sexual, intimidação e tentativa de silenciamento durante a competição. O caso veio a público após a madrasta do adolescente relatar a situação nas redes sociais, levantando alertas sobre a segurança de menores em alojamentos esportivos.
Segundo a família, o adolescente viajou cerca de 24 horas de ônibus até São Paulo e ficou hospedado em um alojamento improvisado, onde estavam aproximadamente 40 crianças. Cada atleta teria dormido no chão, em um espaço pago pela família, que também arcou com alimentação e transporte. Os responsáveis legais não puderam acompanhar o jovem, que ficou sob os cuidados de uma funcionária indicada pelo treinador do clube carioca.
Confusão e mudança de alojamento
De acordo com o relato, ainda na primeira noite, houve uma confusão no alojamento inicial. Um homem adulto teria entrado no local durante a madrugada, fumando e questionando de forma agressiva a presença da acompanhante dos atletas. Após o episódio, a família orientou que o adolescente fosse levado para um hotel, mas, segundo a madrasta, houve ameaça de exclusão do campeonato caso os jogadores deixassem o alojamento.
Família afirma que adolescente, que atua em clube do Rio, foi seguido por adulto e teria sofrido tentativa de intimidação para ficar em silêncio.
Foi nesse segundo alojamento que, segundo a família, ocorreu o episódio mais grave. A madrasta afirma que um homem adulto, que trabalharia na cozinha do local, teria feito comentários inadequados sobre o corpo do adolescente e passou a segui-lo durante a noite.
O garoto relatou que foi acompanhado até o banheiro, onde conseguiu se trancar em uma cabine e gravar, de forma discreta, cerca de sete minutos de áudio. O registro teria sido feito por medo da situação. Após o ocorrido, o jovem conseguiu sair do local e contou o que havia acontecido aos responsáveis.
Suposta tentativa de silenciamento
Ainda segundo a família, um homem que se apresentou como dirigente do Atlético Goianiense teria orientado o adolescente a não comentar o episódio. A madrasta classifica a atitude como tentativa de coação e intimidação contra um menor de idade.
“Estamos falando de uma criança, longe da família, em outro estado, vivendo uma situação que nenhum adolescente deveria enfrentar”, afirmou a madrasta em vídeo publicado nas redes sociais.
Posicionamento do Atlético Goianiense
Em nota oficial, o Atlético Goianiense afirmou que repudia e condena veementemente qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes. O clube destacou que o convite para participação no torneio partiu de uma escolinha franqueada e que havia um responsável legal acompanhando a delegação.
O Atlético-GO também reforçou que exige das unidades parceiras padrões elevados de cuidado, segurança e respeito, compatíveis com os valores institucionais do clube.






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