(Vídeo) Empresário é preso por furtar obras de arte em shopping de luxo no Rio

João Ricardo Mendes, ex-CEO do Hurb, empresa alvo de milhares de ações judiciais, tentou fugir da polícia e alegou justificativa desconexa para os crimes

O empresário João Ricardo Rangel Mendes, de 44 anos, ex-CEO da plataforma de viagens Hurb (antigo Hotel Urbano), foi preso em flagrante na última sexta-feira (25) por furtar obras de arte em um hotel e em um escritório de arquitetura localizados na Barra da Tijuca. As informações são da TV Globo.

Segundo a 16ª DP (Barra da Tijuca), a prisão foi efetuada após a direção de um shopping de luxo acionar a polícia ao identificar, pelas câmeras de segurança, um homem retirando quadros de um escritório dentro do centro comercial. A investigação revelou que o mesmo suspeito também havia furtado peças de arte de um hotel na mesma região.

As imagens de segurança foram decisivas para a identificação: João Ricardo aparece nos vídeos retirando quadros avaliados em R$ 28 mil e fugindo do local. “Os policiais chegaram à residência dele, chamaram por ele. Ele correu por dentro da residência e subiu para o terraço e se escondeu em um corredor. Os policiais conseguiram localizá-lo e efetuaram a prisão”, relatou o delegado Nelson Nogueira.

Ainda de acordo com o delegado, João Ricardo admitiu os furtos, mas apresentou uma justificativa inconsistente. “Ele alegou que algumas pessoas estavam devendo dinheiro a ele, mas não conseguiu estabelecer qualquer vínculo entre essas supostas dívidas e os locais de onde subtraiu as obras”, acrescentou Nogueira.

Na cobertura do empresário, situada em um condomínio de luxo, a polícia encontrou três esculturas de cerâmica e um dos quadros furtados. Outro quadro ainda não foi recuperado. A motocicleta utilizada no crime, que estava sem placa para dificultar a identificação, também foi apreendida.

João Ricardo foi autuado em flagrante e transferido para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde aguardará audiência de custódia.

Crise na Hurb

Antes do episódio policial, João Ricardo Mendes já havia se tornado uma figura controversa no mercado de turismo. Ele deixou o cargo de CEO da Hurb em 2023, em meio a uma crise de reputação impulsionada por ofensas públicas a clientes e uma avalanche de reclamações.

A Hurb, que desde 2011 vendia pacotes promocionais com datas flexíveis, viu seu modelo de negócios desmoronar após o aumento dos preços de passagens e hospedagens no pós-pandemia. Em abril de 2023, o Ministério do Turismo cancelou o registro da empresa.

Uma reportagem do Fantástico detalhou que o Hurb enfrentava mais de 100 mil ações judiciais, sendo 12 mil apenas no Rio de Janeiro, e acumulava cerca de R$ 4 milhões em indenizações. O Juizado Especial Cível da Barra da Tijuca, inclusive, determinou o encerramento de mais de 400 ações pelo não pagamento das condenações.

A TV Globo informou que tenta contato com a defesa de João Ricardo e com a atual administração do Hurb.

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