A venda de imóveis residenciais no município do Rio de Janeiro registrou um crescimento de 6,5% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, informa Míriam Leitão em sua coluna no jornal O GLOBO. Os dados são de um levantamento realizado pela Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros voltada ao setor imobiliário, com base em 20,4 mil transações registradas entre janeiro e março a partir das informações do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) da prefeitura.
Entre os bairros que apresentaram os maiores avanços no número de vendas, Camorim lidera o ranking com um aumento expressivo de 94,5%, seguido por Maracanã (67,6%) e Jardim Botânico (56,7%). Segundo Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, os resultados indicam uma movimentação que ultrapassa as áreas tradicionalmente valorizadas, incorporando regiões com características mais heterogêneas, que reúnem novos empreendimentos e boa acessibilidade.
— O Camorim se beneficia da proximidade com a Barra da Tijuca, que vem crescendo fortemente há anos. Já o Maracanã oferece um custo de vida mais acessível e conta com uma boa rede de transportes.
Além dos bairros que mais cresceram proporcionalmente, o estudo também apontou os que concentraram o maior volume absoluto de vendas no trimestre. A Barra da Tijuca se manteve no topo, com 1.002 unidades comercializadas, o que representa um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2024. Logo depois vêm Copacabana (770 transações), Recreio dos Bandeirantes (572) e Tijuca (550), esta última com uma elevação de 20,6%.
Takahashi afirma que, apesar de um cenário de juros ainda elevados, o mercado imobiliário carioca demonstra solidez e dinamismo, sustentado pela variedade de perfis de compradores e regiões.
— Mesmo com a alta na taxa de juros, o mercado do Rio segue aquecido. Vemos uma expansão das vendas tanto em bairros emergentes quanto nos mais consolidados. A diversidade de perfis é o que dá resiliência ao mercado da cidade.








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