Em encontro com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ontem (1), a bancada do PT apresentou uma lista de ministérios dos quais não abre mão de comandar a partir de 2023.
São eles: Fazenda, Casa Civil, Articulação Política, Desenvolvimento Social, que cuida do Bolsa Família, Saúde e Educação.
Segundo o jornal O Globo, os desejos do PT entram em rota de colisão com parte dos de aliados. A pasta de Desenvolvimento Social, por exemplo, é desejada pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), que foi aliada importante de Lula no segundo turno da eleição presidencial e é dada como certa no anúncio do ministério do novo governo.
Um integrante da cúpula do PT explicou que o partido organizou os ministérios em em três categorias: os da cota pessoal de Lula (Articulação Política, Justiça, Fazenda e Casa Civil), os de órgãos de Estado (Itamaraty, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União) e os demais, que poderão ser distribuídos entre os partidos aliados.
Líderes petistas acham pouco provável, mas pastas como Saúde e Educação poderão ficar sob o comando de legendas aliadas. Tudo depende do cenário de construção de governabilidade. Cálculos iniciais apontam que o partido teria pelo menos 15 ministérios para legendas da base.
O quebra-cabeça da nova Esplanada será construído por Lula também levando em conta o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado. Por esse cálculo, legendas aliadas como PCdoB, PSOL e Rede ficariam com um ministério cada.
Perguntado se o PT comandará menos pastas do que nas gestões petistas anteriores, o vice-presidente da legenda, deputado José Guimarães, declarou: “nós vamos ter menos na matemática, e mais no mérito”, se referindo à importância das pastas que o PT deve administrar.






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