O velório do papa Francisco foi encerrado nesta sexta-feira (25), às 14h (horário de Brasília), com o fechamento das portas da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Segundo informações da Folha de S.Paulo, ao longo de três dias de visitação pública, cerca de 250 mil pessoas prestaram suas últimas homenagens ao pontífice argentino, falecido aos 88 anos.
Desde a quarta-feira (23), fiéis e turistas enfrentaram longas filas para ver o caixão do papa, que permaneceu exposto dentro da basílica. Durante as madrugadas, o templo foi mantido aberto para facilitar o acesso dos visitantes. Nesta sexta-feira, coincidentemente feriado nacional na Itália (Dia da Libertação), a praça São Pedro amanheceu repleta de pessoas, enquanto agentes de segurança organizavam o fluxo na região.
Francisco morreu na segunda-feira (21), após sofrer um acidente vascular cerebral seguido de coma e parada cardiorrespiratória. Nas semanas anteriores, já havia passado quase 40 dias internado em decorrência de uma pneumonia bilateral.
Ao meio-dia desta sexta, o acesso à fila foi interrompido. A proteção civil italiana emitiu um alerta em celulares na cidade de Roma, informando o encerramento da visitação para evitar novas aglomerações. Às 15h de Brasília, uma cerimônia privada iniciou os rituais de preparação do corpo para o funeral, programado para sábado (26), às 5h da manhã (horário de Brasília).
Biografia de Francisco é lida em cerimônia
A cerimônia de fechamento do caixão é conduzida pelo cardeal camerlengo Kevin Farrell, que iniciou o rito com uma oração. Em seguida, o chefe de cerimônias litúrgicas, Diego Ravelli, leu a biografia de Francisco, destacando seus principais feitos. Após a leitura, Farrell proferiu as palavras: “Que seu rosto, que perdeu a luz deste mundo, seja iluminado para sempre pela verdadeira luz que tem em ti sua fonte inesgotável”.
O ritual prevê a cobertura do rosto do papa com um véu de seda branca, a aspersão de água benta e a inclusão, dentro do caixão, de uma bolsa com moedas e medalhas emitidas durante o seu pontificado, além do texto da biografia, selado em um tubo. O caixão, feito de madeira e forrado com zinco, receberá também o brasão papal, uma cruz e uma placa com o nome de Francisco e o período de seu papado, antes de ser definitivamente lacrado.
Entre os líderes presentes em Roma para as homenagens estão a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que visitou o velório no primeiro dia, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, além de ministros, parlamentares e integrantes do Supremo Tribunal Federal. A ex-presidente Dilma Rousseff também integrou a comitiva, como representante do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco dos Brics).
O funeral de Francisco seguirá rituais similares aos realizados em 2022 para Bento XVI, cuja visitação também durou três dias e reuniu cerca de 195 mil pessoas. Em 2005, no velório de João Paulo II, a Basílica permaneceu aberta por seis dias e atraiu 3 milhões de fiéis, em filas que ultrapassavam 13 horas de espera.
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