O presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando todos os cenários de intenção de voto para as eleições de 2026, mas sua vantagem diminuiu em relação a todos os adversários testados. É o que mostra a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, a um ano do início do processo eleitoral.
O levantamento indica que, embora mantenha a dianteira tanto no primeiro quanto no segundo turno, Lula hoje aparece numericamente menos distante de seus principais concorrentes do que em outubro. A disputa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, está tecnicamente empatada.
Segundo turno mais apertado
Nos cenários de segundo turno, Lula venceria com margens que variam entre 3 e 17 pontos. Contra Bolsonaro, teria 42% contra 39%, diferença inferior à margem de erro e bem menor que os 10 pontos registrados no mês passado. A pesquisa reforça que a disputa tende a se acirrar caso Bolsonaro mantenha sua candidatura.
Já em confrontos com outras figuras nacionais, Lula teria 5 pontos de vantagem sobre Ciro Gomes (PSDB), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Júnior (PSD). Em outubro, a diferença chegava a 9 pontos para Ciro, 12 para Tarcísio e 13 para Ratinho.
A pesquisa incluiu também, pela primeira vez, Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre. Nesse cenário, Lula teria 42%, contra 25% do estreante.
Eleitores divididos sobre o “melhor para o Brasil”
O levantamento também explorou a percepção do eleitorado sobre o melhor desfecho para o país em 2026. Empatam tecnicamente os que desejam um nome fora do eixo Lula-Bolsonaro (24%) e os que defendem a reeleição do atual presidente (23%).
As preferências variam conforme a região. No Nordeste, 37% apontam a vitória de Lula como melhor cenário, seguida por 19% que desejam um nome nem ligado ao presidente nem ao ex-presidente.
No recorte por posicionamento político, a chamada esquerda não-lulista se dividiu: 45% preferem a reeleição de Lula, enquanto 30% defendem um nome independente. Entre os eleitores independentes, apenas 11% preferem o petista; 38% defendem um candidato desvinculado das duas maiores lideranças nacionais e 27% afirmam que a melhor opção é alguém de fora da política.
A ideia de um outsider aparece com intensidades diferentes: 11% entre os lulistas, 8% na esquerda não-lulista, 17% na direita não-bolsonarista e 8% entre bolsonaristas.
Rejeição cresce para Lula e Bolsonaro
O estudo mostra também um aumento no percentual de eleitores que defendem que Lula não dispute a reeleição: 59%, ante 56% em outubro. Outros 38% acham que ele deve tentar um novo mandato, contra 42% na medição anterior.
No caso de Bolsonaro, 67% afirmam que ele deveria desistir e apoiar outro nome — eram 76% em outubro. Já 26% defendem que ele se mantenha na disputa, um crescimento significativo em relação aos 18% de um mês antes.
Intenção espontânea mostra queda para Lula
O percentual de eleitores que citaram Lula espontaneamente caiu de 19% para 14%, após meses de alta desde maio. Bolsonaro manteve-se estável com 6% nas últimas três pesquisas. A maioria significativa permanece indecisa: 72% não apontaram nenhum nome de forma espontânea.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais, entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de aproximadamente 2 pontos percentuais, com variações específicas para cada grupo sociodemográfico, detalhadas na página 2 do relatório.






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