Uso do 13º para compras de Natal dobra no Rio, mas dívidas seguem como prioridade

Levantamento do IFec RJ indica que 46,1% usarão o 13º para quitar débitos, enquanto 23,8% pretendem gastar com presentes e ceia e 23,2% vão poupar.

A maior parte dos consumidores da Região Metropolitana do Rio pretende usar o 13º salário para equilibrar o orçamento. É o que revela pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), realizada com 1.011 pessoas entre os dias 24 de novembro e 1º de dezembro. Segundo o levantamento, 51,8% dos entrevistados já receberam a gratificação natalina.

Entre aqueles que já têm o dinheiro em mãos, 46,1% afirmam que vão utilizar o valor para quitar dívidas acumuladas ao longo do ano. O cartão de crédito concentra a maior parte das pendências: 79,8% dos endividados disseram que esse será o principal compromisso a ser abatido com o recurso extra.

Cresce o uso do 13º para presentes e ceia de Natal

Apesar da prioridade ao pagamento de dívidas, a pesquisa mostra um comportamento que chama atenção neste fim de ano: o número de consumidores que pretende usar o 13º para compras de Natal mais que dobrou em relação a 2024. Neste ano, 23,8% dos entrevistados disseram que devem adquirir presentes ou produtos para a ceia, contra 11,4% registrados no ano passado.

Outra parcela importante, 23,2%, afirmou que pretende poupar o valor recebido. Entre esses consumidores, a proporção média do 13º que será guardada chega a 76,6%, indicando um movimento de maior cautela financeira.

Parte dos consumidores divide o recurso entre vários destinos

O levantamento do IFec RJ mostrou ainda que o planejamento financeiro é diversificado entre parte dos entrevistados. Cerca de 15,8% afirmaram que devem usar o 13º salário em mais de um destino — seja para quitar dívidas, comprar itens natalinos ou poupar.

Com a chegada das festas e a desaceleração gradual da inflação nos últimos meses, especialistas avaliam que a combinação de menor perda de renda e necessidade de reposição de consumo reprimido ajuda a explicar o avanço nas compras de fim de ano. Mesmo assim, o cenário indica que a saúde financeira das famílias continua frágil, mantendo o pagamento de dívidas no topo das prioridades.

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