O universitário Igor Melo de Carvalho, baleado por um policial militar reformado, recebeu alta neste domingo (2) do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio. Ele perdeu um rim em decorrência do disparo e, ainda internado, afirmou esperar por justiça.
Desde o início das investigações, o PM Carlos Alberto deu versões conflitantes sobre o caso. No primeiro depoimento, alegou que Igor sacou uma arma antes dos disparos. Depois, mudou a declaração e disse apenas ter visto um movimento suspeito na cintura do jovem.
A companheira do policial, Josilene, também alterou seu relato. Inicialmente, afirmou que Igor estava armado, mas depois disse ter apenas notado um volume na cintura dele. Além disso, declarou ter tido o celular roubado às 23h, mas apresentou mensagens enviadas às 1h14.
Imagens de câmeras de segurança reforçaram a inconsistência dos relatos, mostrando que Igor saiu do trabalho às 1h30 e pegou uma moto por aplicativo. Ele e Thiago, outro suspeito, foram presos, mas a Justiça determinou a soltura por falta de indícios de crime.
A juíza Rachel Assad da Cunha afirmou que ambos foram confundidos com os verdadeiros autores do roubo e enviou o caso à Corregedoria da PM e à Promotoria para investigação da conduta do policial.
Com informações do g1





