Os retrocessos em série de que foram vítimas a pesquisa e os cientistas brasileiros nos anos Bolsonaro anos tiveram impacto na produtividade das universidades. O ranking da edição de 2023 do Center for World University Rankings (CWUR) mostra que 29 instituições de ensino superior do país sofreram queda na avaliação anual, que analisou o desempenho de 20.531 universidades em todo o mundo.
Este ano, de acordo com a própria publicação, uma das mais prestigiadas no meio acadêmico, o principal fator de declínio das instituições brasileiras na classificação geral foi o mau desempenho em pesquisa. As fragilidades do Brasil sucumbiram à intensa competição global de universidades com forte financiamento para ciência e tecnologia.
As irregularidades no pagamento das bolsas impactam o resultado final mesmo de projetos de excelência como o de Gabriela, que podem largar na frente mas precisam de muita resiliência para chegar ao fim.
A perda de competitividade tem outro efeito colateral. A “fuga de cérebros” é uma realidade cada vez mais preocupante. O Brasil pode já ter perdido quase sete mil pesquisadores que tomaram a decisão drástica de procurar oportunidades no exterior, segundo estimativas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os profissionais ultraespecializados são atraídos por melhores condições de trabalho e maiores salários.
A perda de competitividade tem outro efeito colateral. A “fuga de cérebros” é uma realidade cada vez mais preocupante. O Brasil pode já ter perdido quase sete mil pesquisadores que tomaram a decisão drástica de procurar oportunidades no exterior, segundo estimativas do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os profissionais ultraespecializados são atraídos por melhores condições de trabalho e maiores salários.
— Mas a recomposição que estamos vendo não dá conta dos cortes dos últimos anos. O que aconteceu foi que interrompemos um ciclo de queda e voltamos ao patamar de investimento de 2019 — observa Mayra Goulart, Coordenadora do Observatório do Conhecimento, uma rede de associações, sindicatos de docentes de universidades e parceiros das instituições.
As universidades brasileiras no ranking mundial e suas posições
- USP (posição geral: 109)
- Unicamp (344)
- UFRJ (376)
- Unesp (424)
- UFRGS (467)
- UFMG (503)
- Unifesp (582)
- UERJ (696)
- Fiocruz (698)
- UFSC (718)
- UFPR (766)
- UnB (857)
- FGV (873)
- UFPE (878)
- CBPF (922)
- UFV (936)
- UFC (948)
- UFSCar (949)
- UFPel (961)
- UFF (967)
- UFRN (980)
- UFABC (986)
- UFJF (1012)
- UFBA (1013)
- UFSM (1043)
- UFG (1059)
- UFMS (1135)
- UFPB (1199)
- UFPA (1206)
- UFES (1210)
- UFSJ (1216)
- UFU (1242)
- UFLA (1258)
- INPE (1262)
- UEM (1308)
- UEL (1473)
- UFTPR (1478)
- INPA (1490)
- PUC-RS (1494)
- UFS (1512)
- PUC-RJ (1652)
- IMPA (1662)
- UFRPE (1645)
- PUC-PR – (1701)
- FURG (1705)
- UFMT (1748)
- UFTM (1774)
- ITA (1842)
- UFOP (1835)
- UFAL (1838)
- UFPI (1891)
- UFCG (1902)
- UFRRJ (1914)
- UFAM (1939)
As 10 melhores do mundo
- Harvard (EUA)
- MIT (EUA)
- Stanford (EUA)
- Cambridge (Reino Unido)
- Oxford (Reino Unido)
- Princeton (EUA)
- Chicago (EUA)
- Columbia (EUA)
- Pensilvânia (EUA)
- Yale (EUA)
(Com informações do Globo on-line)





