Unimed tem 72 horas para esclarecer condutas abusivas ao consumidor

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) deu um ultimato á Unimed-Rio. A operadora de plano de saúde tem 72 horas para prestar esclarecimentos “sobre reiteradas condutas abusivas ao consumidor”. O órgão é ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo informações do Globo online, desde julho de 2022, a empresa lidera o pior atendimento…

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) deu um ultimato á Unimed-Rio. A operadora de plano de saúde tem 72 horas para prestar esclarecimentos “sobre reiteradas condutas abusivas ao consumidor”. O órgão é ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo informações do Globo online, desde julho de 2022, a empresa lidera o pior atendimento ao consumidor, segundo o ranking da Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgado de outubro. E, naquele mês, a Unimed-Rio esteve entre as dez operadoras de planos de saúde notificadas por indícios de reajustes abusivos.

As investigações, ainda em andamento pela Senacon, apontaram cobrança de aumento de até 133%, na comparação com o valor cobrado anteriormente.

A operadora pode responder processo administrativo e sofrer multa – com valor ainda a ser definido -, caso não adeque os serviços ou preste as informações necessárias dentro do período de 72 horas. O prazo será contado a partir da data de recebimento da notificação.

A Unimed-Rio passa por dificuldades financeiras. No primeiro semestre, teve prejuízo de R$ 600 milhões, um dos piores da história do setor para um primeiro semestre, segundo o colunista Lauro Jardim.

E não pagou as faturas da rede D’Or e da Dasa, de acordo com o colunista Ancelmo Gois.

Em março, a ANS  renovou por mais um ano a direção fiscal  da Unimed-Rio em vigor desde 2016. Por esse regime, operadora se compromete com metas assistenciais e financeiras.

No entanto, a operadora tem feito cobranças consideradas abusivas e não tem honrado compromissos, o que levou a Senacom a tomar a decisão de dar um ultimato à empresa.

“A saúde é direito social. Assim, os princípios que norteiam o direito do consumidor precisam ser respeitados e as operadoras devem ter a capacidade de solucionar os serviços e prestar assistência em todos os níveis”, disse o ministro da Justiça, Anderson Torres, em nota.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading