Único sobrevivente de acidente com carreta e que matou sete pessoas da mesma família deixa CTI

Christian Lima Correa, de 16 anos, único sobrevivente do acidente envolvendo uma carreta e um carro de passeio que matou sete pessoas da mesma família na BR-493, deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e foi transferido ontem para a enfermaria do Hospital municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias. Com a melhora no quadro…

Christian Lima Correa, de 16 anos, único sobrevivente do acidente envolvendo uma carreta e um carro de passeio que matou sete pessoas da mesma família na BR-493, deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e foi transferido ontem para a enfermaria do Hospital municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias.

Com a melhora no quadro de saúde do jovem, a avó dele, com acompanhamento da equipe, contou sobre a morte dos pais e dos cinco irmãos. Todos estavam no veículo no momento da colisão, em Guapimirim.

Segundo a avó do jovem, Valéria Correa, ele está andando e tomou o primeiro banho desde a internação. Ele “apresentou boa evolução nas últimas 48 horas” e está “interagindo à abordagem médica”, segundo boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira.

O adolescente está internado no hospital, na Baixada Fluminense, desde que sofreu o acidente, no último dia 18.

Segundo a nota, Christian está “estável hemodinamicamente, com bom padrão respiratório, boa saturação, em ar ambiente”. A direção informa que ele segue em acompanhamento com os serviços de cirurgia geral e neurocirurgia na enfermaria da unidade.

Coube à avó Valéria o difícil momento de contar a Christian sobre a morte dos pais e dos irmãos.

A família teve que se despedir de seis vítimas apenas dois dias após o acidente, quando Jhonatan e Leticia Gabrielle foram enterrados ao lado dos filhos Gabrielle, de 10 anos; Isaque, de 8; Enzo Gabriell, de 5; e Larissa Rosa, de 1 ano e 4 meses.

Guilherme, de 16 anos, teve o protocolo de morte encefálica iniciado no dia seguinte ao enterro da família. Os avós optaram por fazer a doações de órgãos do rapaz, que foram levadas para cidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

— Já sabe do acidente, ele ficou triste, mas é algo que ainda estamos trabalhando psicologicamente. Mas a verdade tem que ser dita, como ele está num momento clínico bom, contamos. Eu mesma dei a notícia para ele. Foi difícil, coração acelerou, mas tive que me manter forte, como em todos os outros momentos até aqui. Estava acompanhada do psicólogo e da minha irmã.

Segundo Valéria, a recuperação tem sido lenta, mas constante, o que tem trazido alívio para a família.

As informações são do Extra online.

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