A União Europeia oficializou, nesta sexta-feira (5), a retirada do Brasil da lista de países considerados aptos a exportar determinados produtos de origem animal para os países do bloco. A medida passará a valer a partir de setembro de 2026.
A decisão está relacionada às exigências europeias sobre o controle e a restrição do uso de antimicrobianos na produção pecuária. Segundo a União Europeia, o Brasil não atende integralmente às normas estabelecidas pelo bloco para prevenir o uso excessivo dessas substâncias na criação de animais destinados ao consumo humano.
Com a medida, ficam afetadas as exportações de carne bovina, carne de frango, carne de cavalo, além de outros produtos de origem animal, como tripas, pescado e mel destinados ao mercado europeu.
Anúncio em maio
O anúncio da retirada do Brasil da lista de países autorizados havia sido divulgado em maio, mas a decisão foi formalizada oficialmente nesta semana. A medida integra uma política adotada pela União Europeia para reduzir riscos relacionados à resistência antimicrobiana, considerada uma das principais preocupações globais de saúde pública.
O veto representa um desafio para setores do agronegócio brasileiro que mantêm relações comerciais com o mercado europeu. A União Europeia figura entre os principais compradores de produtos agropecuários brasileiros e costuma adotar rígidos critérios sanitários e ambientais para importação.
Autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo deverão buscar alternativas para atender às exigências do bloco e preservar o acesso ao mercado europeu. O governo federal ainda pode apresentar esclarecimentos técnicos e negociar adequações regulatórias para reverter ou minimizar os impactos da decisão.
A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias e outros microrganismos desenvolvem resistência aos medicamentos utilizados para combatê-los, reduzindo a eficácia dos tratamentos e aumentando os riscos para a saúde humana e animal.






Deixe um comentário