O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reforçou a posição do Brasil em defesa de “uma só China”, depois do encontro nesta sexta-feira (19), no Itamaraty, com o chanceler chinês, Wang Yi. Embora a posição não seja nova e tenha sido reafirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril do ano passado, durante visita a Pequim, a declaração de Vieira agradou o governo do país asiático.
— Reitero o apoio histórico, consistente e inequívoco do Brasil ao princípio de uma só China, conforme declaração adotada pelos dois presidentes (Lula e o chinês Xi Jinping) — disse Vieira.
No último fim de semana, o candidato do Partido Democrático Progressista de Taiwan, Lai Ching-te, venceu a eleição presidencial. Lai defende a independência da ilha – considerada pela China uma província rebelde, que segue fazendo parte de seu território.
O chanceler chinês, que será recebido por Lula nesta tarde, destacou que as relações entre Brasil e China devem ganhar um novo patamar. Wang afirmou que os países devem “caminhar de mãos dadas”.
—Todas as instituições do Brasil têm uma posição voltada a uma só China. A parte chinesa tem apreço por isso — afirmou.
Wang chegou a Brasília na noite de quinta-feira e manteve reuniões com Mauro Vieira ao longo da manhã. Além das relações bilaterais, entraram na agenda a guerra entre Rússia e Ucrânia e o conflito entre Israel e o grupo extremista palestino Hamas.
Os dois chanceleres também conversaram sobre o Brasil na presidência do G20. Wang confirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, virá ao Brasil em novembro, para participar, no Rio, da reunião de líderes do grupo, formado pelas maiores economias do mundo.
Com informações de O Globo.





