Um dia após primeiro turno, CCJ da Câmara agenda votação da PEC que limita decisões individuais de ministros do Supremo

Proposta, que já havia sido aprovada pelo Senado em novembro do ano passado, foi agendada para ser analisada nesta terça-feira pela CCJ da Câmara dos Deputados

Um dia após o primeiro turno das eleições municipais, deputados federais de direita começaram a se mobilizar para impulsionar uma nova “pauta-bomba” relacionada ao Judiciário: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa limitar as decisões individuais dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A proposta, que já havia sido aprovada pelo Senado em novembro do ano passado, foi agendada, segundo informações da colunista Bela Megale, do Globo, para ser analisada nesta terça-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A CCJ é presidida pela deputada Caroline de Toni (PL-SC), integrante da bancada bolsonarista.

Essa PEC busca restringir o poder dos ministros do STF de tomarem decisões monocráticas, ou seja, sozinhos, em questões de grande relevância, o que tem sido alvo de críticas de alguns setores da direita, que alegam excessos por parte do Judiciário. A medida promete gerar debates intensos e dividir opiniões no Congresso Nacional, já que toca diretamente no equilíbrio entre os poderes.

Em agosto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), destravou a discussão da PEC na Casa ao encaminhar a proposta para a CCJ. O ato ocorreu em meio ao embate entre o Supremo e o Congresso sobre a continuidade de emendas parlamentares impositivas, ou seja, aquelas com execução obrigatória no Orçamento.

Na ocasião, a presidente da CCJ afirmou que o colegiado daria a “celeridade devida” à proposta e descreveu a PEC como “um dos principais pleitos da oposição”.

Se aprovada, a medida vai proibir decisões monocráticas, ou seja, individuais, de ministros, desembargadores e juízes que suspendam a validade de leis e atos dos presidentes da República e do Congresso.

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