O turista americano Eric Christian Diaz Hernandez tornou-se réu por espancar a namorada com mais de 20 socos durante uma viagem ao Brasil. O Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu a denúncia, aceita pela Justiça.
A violência aconteceu dentro de um elevador e foi flagrada por uma câmera de segurança. O vídeo, com apenas 19 segundos, mostra a vítima sendo atingida diversas vezes no rosto e na cabeça. O casal estava hospedado em um apartamento alugado por temporada.
O caso ocorreu no dia 26 de outubro, mas as gravações só vieram à tona nesta terça-feira (9).
Após o crime, policiais militares foram acionados e prenderam o agressor em flagrante, conduzindo-o à Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat). O Ministério Público também pediu indenização pelos danos causados à mulher.
Justiça nega devolução de passaporte
A Justiça recebeu a denúncia e Eric Hernandez participou da audiência de instrução no I Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital. A defesa pediu a devolução do passaporte, mas o requerimento foi negado devido à gravidade da agressão e à necessidade de concluir a fase instrutória. A Promotoria aguarda o cumprimento das próximas diligências para prosseguir com o processo.
Moradores do prédio onde ocorreu o crime afirmam que a agressão não se limitou ao elevador: a vítima também teria sido espancada no corredor e no quarto. Eles relataram ter ouvido gritos e barulhos antes de acionarem a síndica Amanda Di Massi, que revisou as imagens e chamou a polícia. O americano foi detido após abrir a porta do apartamento.
O flagrante inicialmente foi convertido em prisão preventiva, mas o quadro mudou em 25 de novembro, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu relaxar a prisão do acusado. Desde então, ele responde ao processo em liberdade. O TJRJ informou que o caso segue em tramitação sob segredo de Justiça.
Vítima sofreu cortes na cabeça e levou mais de 20 pontos
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi autuado por lesão corporal de natureza doméstica. A vítima apresentava cortes profundos na cabeça e traumas na face. Ela recebeu atendimento inicial de um morador, que é médico, e depois foi levada ao hospital, onde precisou de mais de 20 pontos.
“Sangue por todo o apartamento”, diz síndica
Moradores que presenciaram o estado do apartamento após o crime afirmam que a vítima só não morreu por causa da intervenção rápida.
“Havia sangue por todo o apartamento, pelo corredor, pelas paredes, pelo chão. Não eram gotas, era muito sangue. O ferimento na cabeça dela exigiu 25 pontos”, relatou a síndica Amanda Di Massi ao Extra.
O espaço segue aberto para os advogados do americano.






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