O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, mais um recurso de Eduardo Araújo (PL), candidato a vereador em Belford Roxo (RJ), acusado de envolvimento com milícia na Baixada Fluminense. A decisão, publicada nesta sexta-feira (7), confirma o indeferimento da candidatura e encerra a tentativa do político de disputar as eleições de 2024.
Segundo o processo, Eduardo Araújo foi condenado a oito anos de prisão por integrar e financiar uma milícia armada que controlava bairros de Belford Roxo por meio de violência, extorsão, agiotagem e homicídios. A sentença descreve um grupo que dominava serviços clandestinos e impunha taxas ilegais a moradores e comerciantes.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia barrado o registro de candidatura ao considerar que a vida pregressa do candidato “não demonstra probidade nem moralidade suficientes” para ocupar cargo público.
Em maio deste ano, o TSE confirmou a decisão do TRE-RJ em julgamento relatado pelo ministro Ramos Tavares, que destacou que a Constituição proíbe qualquer interferência de grupos criminosos organizados no processo eleitoral.
No novo recurso, relatado pela ministra Estela Aranha, o tribunal voltou a rejeitar os argumentos da defesa. A relatora foi acompanhada pelos outros seis ministros, mantendo por unanimidade o indeferimento da candidatura.
Nas eleições municipais de 2024, Eduardo Araújo obteve 2.903 votos, sendo o terceiro mais votado do PL em Belford Roxo. Seus votos porém foram anulados. O partido elegeu dois vereadores: Henrique Farofa e Rodrigo Com A Força do Povo.
De acordo com o Ministério Público, a milícia ligada a Araújo atua na venda de cigarros falsificados, exploração de “gatonet”, transporte irregular e é apontada como responsável por vários homicídios cometidos para manter o domínio territorial e obter lucro ilegal.






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