TSE cassa mandato de deputado do PSB e Paulinho da Força, do Solidariedade, deve assumir vaga

O deputado Marcelo de Lima Fernandes (PSB-SP) teve o mandato cassado hoje (7) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão abre caminho para o retorno de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, à Câmara Federal. O TSE entendeu, por 5 votos a 2, que Fernandes se desfiliou do partido Solidariedade sem ter justa…

O deputado Marcelo de Lima Fernandes (PSB-SP) teve o mandato cassado hoje (7) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão abre caminho para o retorno de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, à Câmara Federal.

O TSE entendeu, por 5 votos a 2, que Fernandes se desfiliou do partido Solidariedade sem ter justa causa. Paulinho é um dos principais caciques da sigla.

Votaram pela cassação os ministros Ramos Tavares (relator), Cármen Lúcia, Floriano Azevedo, Benedito Gonçalves e o presidente do TSE, Alexandre de Moares. Ficaram vencidos os ministros Kassio Nunes Marques e Raul Araújo.

A Câmara dos Deputados ainda não foi oficialmente comunicada da decisão da Justiça Eleitoral. Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo confirmar o suplente que assumirá a vaga. Paulinho é o primeiro da lista de suplentes dos eleitos pelo Solidariedade.

Foi o Solidariedade que questionou o mandato de Fernandes. O partido alegou que o deputado agora cassado só alcançou as exigências da cláusula de barreira por causa da incorporação do Pros pelo Solidariedade, em fevereiro deste ano. Argumentou ainda que Fernandes foi eleito usando a estrutura político-financeira do Solidariedade.

A partir do momento em que a junção dos dois partidos resultou no cumprimento da cláusula de barreira, a legislação não mais permite a desfiliação sem a perda do deputado.

Fernandes havia alegado que se desfiliou do Solidariedade justamente pelo fato de o partido, sozinho, não ter alcançado a cláusula.

O deputado comunicou sua desfiliação no mesmo dia da incorporação do Pros, 14 fevereiro. Mas, segundo o relator do caso no TSE, a comunicação ao juízo eleitoral só ocorreu no dia seguinte, quando a incorporação já havia ocorrido.

O Solidariedade tem quatro deputados na Câmara. Paulinho da Força disse ao jornal Folha de S. Paulo que o TSE “fez justiça”.

“Para nós foi uma decisão importante porque a gente tinha perdido um deputado na Câmara”.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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