Trump vira réu pela quarta vez depois de apenas duas semanas da última acusação

O ex-presidente americano, Donald Trump, tornou-se réu pela quarta vez em novo processo criminal ligado à sua tentativa de intervir no resultado das eleições de 2020 à presidência dos Estados Unidos. A nova acusação acontece apenas duas semanas depois da terceira acusação. Além de Trump e mais 18 aliados, como o advogado e ex-prefeito de…

O ex-presidente americano, Donald Trump, tornou-se réu pela quarta vez em novo processo criminal ligado à sua tentativa de intervir no resultado das eleições de 2020 à presidência dos Estados Unidos. A nova acusação acontece apenas duas semanas depois da terceira acusação.

Além de Trump e mais 18 aliados, como o advogado e ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani e o ex-chefe de gabinete Mark Meadows, foram acusados na mesma ação, fruto de uma investigação iniciada em fevereiro de 2021. Entre os crimes supostamente cometidos, o primeiro listado pela Procuradoria é a violação de legislação estadual usada contra o crime organizado, conhecida pela sigla Rico.

A nova acusação, divulgada no fim da noite desta segunda-feira (14), diz respeito às tentativas de Trump de interferir no resultado eleitoral da Geórgia, onde ele foi derrotado por Joe Biden por uma diferença de 0,02 ponto percentual.

“Veja, tudo o que quero é isso: encontrar 11.780 votos, um a mais do que temos [de diferença]. Porque nós ganhamos a Geórgia”, afirmou o republicano na ligação à principal autoridade eleitoral local, o secretário de Estado Brad Raffensperger. A gravação da conversa veio a público em janeiro de 2021.

“Bem, sr. presidente, o desafio que o senhor tem é que os dados que o senhor tem estão errados”, respondeu o secretário. O número pedido por Trump era o necessário para que ele ultrapassasse Biden no estado-pêndulo, como são chamados aqueles cuja preferência oscila entre democratas e republicanos.

O ex-presidente e seus aliados também afirmaram diversas vezes, sem provas, ter havido fraude eleitoral no estado. Em uma postagem publicada no então Twitter, hoje X, em 1 de dezembro de 2020, Trump pediu que o governador da Geórgia, o também republicano Brian Kemp, “fizesse algo” e cancelasse a eleição. “Você permitiu que o seu estado fosse enganado”, escreveu ele na rede social.

São listadas 13 acusações contra Trump, entre as quais a de violar a Rico, solicitar a um oficial público que violasse seu juramento, conspirar para se passar por um oficial público, conspirar para cometer falsificação de primeiro grau e conspirar para apresentar documentos falsos. Considerando todos os 19 réus do processo divulgado nesta segunda-feira, são 41 acusações no total.

“O réu Donald John Trump perdeu a eleição presidencial em 3 de novembro de 2020. Um dos estados no qual ele perdeu foi a Geórgia. Trump e os outros réus denunciados se negaram a aceitar que ele perdeu e conscientemente e voluntariamente se engajaram numa conspiração para mudar ilegalmente o resultado da eleição em favor de Trump”, afirma a Procuradoria na introdução do documento de 98 páginas.

O teor tem semelhanças com a acusação divulgada no início de agosto, que também afirma que o republicano buscou interferir na eleição. No entanto, a denúncia anterior tem escopo nacional e corre na Justiça Federal. Já a apresentada nesta segunda diz respeito só à Geórgia e corre na Justiça estadual.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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