O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou publicamente a escolha do cardeal norte-americano Robert Francis Prevost como novo papa da Igreja Católica. Em publicação feita na rede Truth Social, nesta quinta-feira (8), Trump parabenizou o novo pontífice, que adotou o nome de Leão XIV, e destacou o significado da eleição para os Estados Unidos. A informação é do portal g1.
“Parabéns ao Cardeal Robert Francis Prevost. É uma honra reconhecer que ele é o primeiro papa americano. Que emoção para o nosso país. Mal posso esperar para conhecer o Papa Leão XIV. Será um momento verdadeiramente significativo!”, escreveu Trump.
Prevost, natural de Chicago, torna-se o primeiro papa nascido nos Estados Unidos e o segundo das Américas a assumir o trono de Pedro — o primeiro foi Jorge Mario Bergoglio, o argentino que adotou o nome de Francisco, em 2013.
A eleição de Leão XIV foi confirmada após quatro rodadas de votação no conclave, encerradas com a tradicional fumaça branca saindo da chaminé da Capela Sistina, no Vaticano. A decisão dos cardeais repetiu o ritmo dos dois últimos conclaves — os de Bento XVI e Francisco —, que também chegaram ao fim no segundo dia.
Para ser escolhido, Prevost precisou do voto favorável de ao menos dois terços dos 133 cardeais eleitores com menos de 80 anos — o que equivale a 89 votos.
A tarefa de anunciar o resultado ao público coube ao cardeal protodiácono, cargo atualmente ocupado pelo francês Dominique Mamberti. Da sacada central da Basílica de São Pedro, Mamberti proferiu a frase consagrada em latim:
“Annuntio vobis gaudium magnum. Habemus Papam: Eminentissimum ac reverendissimum Dominum, Dominum Robertum Franciscum, Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Prevost. Qui sibi nomen imposuit Leonem Quartum Decimum!”
A escolha de um papa nascido fora da Europa marca mais um passo no processo de internacionalização da liderança da Igreja. Prevost tem trajetória destacada em países latino-americanos: antes de assumir importantes funções no Vaticano, serviu por duas décadas no Peru, onde foi bispo e chegou a se tornar cidadão naturalizado.
Sua eleição ocorre em um contexto de expectativas por renovação e equilíbrio entre correntes internas da Igreja, e sua formação multicultural — além de ser fluente em inglês, espanhol e italiano — reforça seu perfil como uma figura conciliadora no cenário católico global.





