Donald Trump, que tomará posse como presidente dos EUA neste dia 20 de janeiro, conversou com Pamela Brown, da CNN, após a decisão da Suprema Corte que permite o banimento do TikTok no país.
“No final das contas, depende de mim, então vocês vão ver o que eu vou fazer”, disse Trump.
Questionado se ele tomaria medidas para tentar reverter a proibição, ele ressaltou: “O Congresso me deu a decisão, então eu tomarei a decisão”.
A empresa havia alertado que pode “ficar no escuro” quando o bloqueio entrar em vigor, visto que o republicano apenas tomará posse somente no dia seguinte.
Trump também abordou a conversa que teve com o presidente da China Xi Jinping, dizendo que eles tiveram “uma ótima conversa sobre o TikTok e muitos outros assuntos”.
Pouco depois da decisão da Suprema Corte, a Casa Branca confirmou que a implementação da lei caberia ao novo governo.
Trump pode adiar bloqueio do TikTok
Alguns congressistas sugerem agora que o TikTok pode precisar de mais tempo para encontrar um comprador. Enquanto isso, Trump pode encontrar apoio para tentar adiar a proibição.
A lei dá ao presidente a opção de adiar a proibição por 90 dias, mas fazer isso requer evidências de que as partes envolvidas em uma possível compra do aplicativo fizeram progresso significativo, incluindo acordos legais vinculativos para tal acordo.
O CEO do TikTok, Shou Chew, deve estar ao lado de outros líderes de empresas de tecnologia na posse de Donald Trump.
O que disse a Suprema Corte dos EUA?
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos se concentrou nas preocupações sobre a coleta de dados pelo TikTok, classificada pelo tribunal como “extensa”.
“A plataforma coleta informações pessoais extensas de e sobre seus usuários”, pontuou a corte.
O governo Biden destacou que havia receio que a China pudesse acessar as informações dos usuários. Outra questão levantada pelos americanos é de que a empresa poderia manipular o conteúdo de uma forma que beneficiasse os pontos de discussão do governo chinês.
A Suprema Corte afirmou que o TikTok “não contesta que o governo tenha um interesse importante e bem fundamentado em impedir que a China colete dados pessoais de dezenas de milhões de usuários do TikTok nos EUA”.
“Nem poderiam. A plataforma coleta informações pessoais extensas de e sobre seus usuários”, adicionou.
De toda forma, o tribunal superior destacou que, em possível caso semelhante no futuro, a decisão poderia ser diferente, visto que essa decisão avaliou preocupações específicas sobre o TikTok e o governo chinês.
“A coleta e análise de dados é uma prática comum nesta era digital. Mas a escala e a suscetibilidade do TikTok ao controle de adversários estrangeiros, juntamente com as vastas faixas de dados confidenciais que a plataforma coleta, justificam o tratamento diferenciado para abordar as preocupações de segurança nacional do governo”, argumentaram.
“Uma lei visando qualquer outro orador implicaria necessariamente uma investigação distinta e considerações separadas”, pondera a decisão.
Com informações da CNN Brasil





