A administração do presidente Donald Trump anunciou a retirada de cerca de 700 agentes federais de imigração que atuavam em Minnesota, encerrando parte da operação de grande escala iniciada no fim de 2025 no estado. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (4) pelo chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, durante entrevista coletiva em Minneapolis.
Segundo Homan, a medida busca reduzir gradualmente a presença federal sem interromper as ações de fiscalização migratória. Ele afirmou que o objetivo do governo é encerrar o reforço excepcional de agentes “o mais rápido possível”, destacando que a retirada não representa recuo na política de imigração. De acordo com o assessor, o presidente Trump mantém a intenção de promover deportações em larga escala ao longo de seu mandato.
A operação federal, batizada pelo governo como “Operation Metro Surge”, levou mais de 3 mil agentes de imigração para a região de Minneapolis ao longo de dois meses. Antes da ofensiva, cerca de 150 agentes federais atuavam na cidade, que conta com aproximadamente 600 policiais locais. Dados do Departamento de Segurança Interna indicam que cerca de 3 mil imigrantes em situação irregular foram detidos desde o início da operação.
O anúncio da retirada ocorre semanas após dois cidadãos americanos, Renee Good e Alex Pretti, ambos de 37 anos, terem sido mortos durante ações envolvendo agentes federais, episódios que desencadearam protestos em Minnesota e em outras partes do país. As mortes elevaram a tensão entre moradores, ativistas e autoridades federais, com vídeos de confrontos circulando amplamente nas redes sociais.
Homan atribuiu parte da redução do efetivo à cooperação entre autoridades federais e cadeias administradas por condados do estado, o que, segundo ele, facilita a identificação e detenção de alvos das ações migratórias. Ele ressaltou que policiais estaduais e municipais não participarão diretamente de operações de imigração, classificando a nova fase como uma estratégia de “aplicação mais inteligente”, e não menos rigorosa.
Dentro do próprio governo, os sinais sobre uma possível desescalada foram contraditórios. Após um dos episódios fatais, integrantes do alto escalão adotaram discurso mais duro, enquanto, dias depois, houve mudanças no comando da operação local e declarações defendendo redução da tensão. O próprio Trump alternou o tom em manifestações públicas, ora falando em desescalada, ora reforçando críticas aos manifestantes.
Paralelamente, o Departamento de Segurança Interna anunciou que os agentes federais que permanecerem em Minnesota passarão a utilizar câmeras corporais, com recursos federais destinados à aquisição dos equipamentos. Homan afirmou que a retirada não incluirá equipes responsáveis pela segurança dos agentes e criticou o que classificou como hostilidade contra autoridades federais.
Apesar da redução do contingente, o governo reforçou que as ações de imigração continuarão diariamente em todo o país, mantendo Minnesota dentro da estratégia nacional de fiscalização migratória adotada pela administração Trump.






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