Tribunal Regional Federal nega pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-governador Sérgio Cabral

Operação Boca de Lobo, um dos braços da Lava Jato no Rio de Janeiro, era o alvo dos advogados

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, teve um pedido de habeas corpus negado nesta quarta-feira (10) referente à Operação Boca de Lobo. A decisão foi da Primeira turma Especializada do Tribunal Regional Federal. A defesa pedia o trancamento da ação penal.

Os advogados pediam também a declaração da incompetência da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro para processar e julgar o caso.

Deflagrada em 2019, a Operação Boca de Lobo tem por objeto a apuração de suposto esquema de pagamento de propinas e lavagem de dinheiro envolvendo a contratação de obras pelo estado.

A defesa também sustentou a falta de justa causa para o prosseguimento da ação. A alegação foi de que, acusado de participar do mesmo esquema criminoso, o ex-governador Luiz Fernando Pezão teve a sentença condenatória reformada em segunda instância, em 2023.

Na época, os julgadores, por maioria, destacaram que faltaram provas para a condenação, que se baseou na palavra de pessoas com acordo de colaboração.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), entre 2007 e 2014 Cabral teria recebido propinas e feito repasses para Pezão enquanto este era secretário de Obras do Estado e, depois, vice-governador.

A desembargadora federal Simone Schreiber, relatora do pedido de habeas corpus, entendeu que há justa causa para a continuidade da ação penal em que Cabral é réu, “considerando os elementos de materialidade, autoria e culpabilidade que embasam a denúncia.”

Schreiber também rejeitou o pedido de declaração de incompetência. A desembargadora entendeu que há, no caso, conexão com a Operação Calicute, que também envolve contratação de obras públicas e sobre a qual o Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou declarando a competência da 7ª Vara Federal do Rio Janeiro.

Com informações do g1.  

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