Após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça, o trapper Oruam — nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno — afirmou nas redes sociais que irá se entregar e negou as acusações: “Não sou bandido”, declarou.
A fala acontece depois de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na residência do artista, no bairro do Joá, Zona Oeste da capital. Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) tentavam cumprir um mandado de busca e apreensão contra o influenciador conhecido como Menor Piu, que estava no local e é considerado foragido da Justiça. Ele é apontado como segurança de Doca, suposto integrante da cúpula do Comando Vermelho.
Segundo a polícia, Oruam teria tentado impedir a ação. Durante a abordagem, ele teria atirado pedras contra viaturas, instigado seus seguidores nas redes a irem até o local e incentivado resistência contra os agentes. Em vídeos publicados durante o episódio, o trapper chegou a desafiar os policiais: “Eu quero ver vocês virem aqui me pegar dentro do complexo! Não vai me pegar!”. A confusão permitiu que Menor Piu escapasse do cerco, fugindo pela caminhonete em que estava.
A juíza Ane Cristine Scheele Santos, que assinou o mandado de prisão, justificou a decisão citando risco à ordem pública e a existência de indícios suficientes da participação de Oruam em sete crimes: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, dano ao patrimônio, lesão corporal, ameaça e desacato.
A defesa do artista informou que ainda não teve acesso completo aos autos do inquérito e, por esse motivo, não irá se manifestar sobre o mérito das acusações por enquanto.
Com milhões de seguidores nas redes sociais e destaque na cena do trap nacional, Oruam enfrenta agora o episódio mais crítico de sua carreira, com desdobramentos que podem impactar diretamente seu futuro artístico.






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