A prisão de Davi Perini Vermelho, o Didê, nesta quinta-feira (9), durante a Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), fez ressurgir nas redes sociais um áudio que já havia provocado forte repercussão na política fluminense. Na gravação, atribuída ao ex-presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), ele afirma que “todo mundo rouba”, citando políticos, integrantes do Judiciário, policiais, bombeiros e líderes religiosos.
Didê foi preso sob suspeita de liderar uma organização criminosa investigada por fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos no Instituto Rio Metrópole. Segundo o Ministério Público, o esquema teria movimentado cerca de R$ 86 milhões por meio de contratos da autarquia estadual.
Áudio voltou a circular após a prisão
Com a repercussão da operação, o antigo áudio voltou a ser compartilhado em aplicativos de mensagens e redes sociais. Na gravação, a voz diz:
“Todo mundo rouba, não só na política, como no Judiciário, delegado de polícia, os coronéis roubam. O país é corrupto. Os pastores roubam, macumbeiro, todo mundo. Somos hipócritas.”
🚨 PRISÃO DE DIDÊ | Após a prisão do ex-presidente do Instituto Rio Metrópole na Operação Ouroboros, gravação atribuída a Didê voltou a circular nas redes sociais. Perícia já havia concluído que a voz é dele pic.twitter.com/IsKw0t0osD
— Agenda do Poder (@agendadopoder) July 9, 2026
O material ganhou notoriedade em 2024, quando uma perícia técnica contratada pelo deputado estadual Léo Vieira concluiu que a voz pertence a Didê e que não foram encontrados indícios de manipulação na gravação.
O laudo, assinado pelo perito Ricardo Molina, afirmou ser possível identificar “acima de qualquer dúvida razoável” que a voz analisada é a de Davi Perini Vermelho.
Didê contestou a perícia
Na época da divulgação do laudo, Didê negou a autenticidade da gravação. Em nota, afirmou que os áudios teriam sido “manipulados e reeditados”, sustentando que o conteúdo seria antigo, de 2013, e estaria sendo utilizado fora de contexto para atacar sua imagem.
O então presidente do Instituto Rio Metrópole também declarou repudiar qualquer tentativa de difamação e reafirmou seu compromisso com a ética. O IRM divulgou manifestação semelhante em defesa de seu dirigente.
Operação Ouroboros
A Operação Ouroboros foi deflagrada na manhã desta quinta-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para desarticular um suposto esquema de corrupção instalado no Instituto Rio Metrópole. Além de Didê, outros investigados também foram presos, entre eles servidores e dirigentes ligados à autarquia. As investigações apontam suspeitas de fraude em contratos públicos, organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
Com a prisão do ex-presidente do IRM, o áudio do “todo mundo rouba” voltou a ocupar o centro do debate político nas redes sociais, relembrando uma das declarações mais controversas atribuídas a Didê nos últimos anos.






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