Luisa Stefani está de volta a uma final de Grand Slam — e, desta vez, em Wimbledon. Ao lado do britânico Joe Salisbury, a brasileira venceu os cabeças de chave número dois Shuai Zhang, da China, e Marcelo Arévalo, de El Salvador, por 2 sets a 0, com duplo tie-break (7/6 [8/6] e 7/6 [7/4]), e avançou à final das duplas mistas no tradicional torneio britânico.
Com o resultado, Luisa quebrou um tabu de 58 anos: desde 1967, nenhuma brasileira havia alcançado a decisão de Wimbledon. Naquela ocasião, a lendária Maria Esther Bueno foi vice-campeã da chave mista, além de já ter conquistado três títulos em simples e cinco nas duplas femininas.
A final está marcada para quinta-feira (10), quando Stefani e Salisbury enfrentarão a dupla formada pela checa Katerina Siniakova e pelo holandês Sem Verbeek. Eles superaram Timea Babos e Mate Pavic na outra semifinal por 6/3 e 7/5. Curiosamente, Babos é a parceira de Luisa na chave feminina — juntas, elas também estão nas quartas de final.
Esta será a segunda decisão de Grand Slam da carreira de Luisa Stefani. Em 2023, ela conquistou o título do Aberto da Austrália nas duplas mistas, ao lado do gaúcho Rafael Matos. Agora, tenta repetir o feito ao lado do experiente Salisbury, ex-número 1 do mundo nas duplas e dono de seis títulos de Major.
A vitória sobre Zhang e Arévalo foi marcada por consistência e frieza nos momentos decisivos. Sem quebras de saque ao longo de toda a partida, a parceria entre a brasileira e o britânico foi superior nos dois tie-breaks, garantindo a vaga inédita para Stefani em uma final de Wimbledon.
Aos 27 anos, a tenista paulista se tornou a principal esperança do Brasil na atual edição do Grand Slam inglês. Beatriz Haddad Maia abandonou as duplas após sua parceira, Laura Siegemund, optar por focar na chave de simples — a alemã acabou eliminada nesta terça pela bielorrussa Aryna Sabalenka.
Mais cedo, outros brasileiros deram adeus ao torneio. Marcelo Melo e Rafael Matos foram superados nas duplas masculinas por David Pel e Rinky Hijikata, com parciais de 7/6 (7/5) e 6/4.
Agora, os olhos do tênis nacional se voltam para Luisa Stefani, que pode se tornar a primeira brasileira campeã em Wimbledon desde os tempos de Maria Esther Bueno.





