Tarcísio minimiza foto com empresário preso pela PF e nega ligação pessoal

Governador de São Paulo afirma que não conhece empresário do funk investigado e diz que encontro foi ocasional em jantar

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (16) que não possui relação próxima com o empresário do funk Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, preso durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal. O político apareceu em fotos ao lado do empresário em um encontro ocorrido em agosto do ano passado.

O registro foi feito durante um jantar na casa do cantor Latino e acabou ganhando repercussão após a prisão de Rodrigo, que é ligado à produtora GR6 Explode. As imagens foram divulgadas nas redes sociais pelo próprio empresário na ocasião.

Questionado sobre o episódio, Tarcísio afirmou que participa frequentemente de eventos e encontros com diversas pessoas, muitas das quais ele não conhece.

Governador diz não conhecer empresário e minimiza encontro

Segundo o governador, a presença ao lado do empresário não indica qualquer vínculo pessoal ou profissional. Ele ressaltou que não tem o hábito de investigar a vida de pessoas com quem tira fotos em eventos sociais.

— Eu vou a vários jantares, tiro fotos com muitas pessoas e, na maioria das vezes, não faço ideia de quem são. Acontece, a gente é surpreendido e lamenta — declarou.

Tarcísio reforçou ainda que Rodrigo não faz parte de seu círculo de convivência e que nunca houve relação próxima.

— Não tenho amizade, não recebo em audiência, não conheço. Não é do meu ciclo de amizade — completou.

Operação da PF investiga lavagem de dinheiro com artistas e influenciadores

A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em dois anos. Entre os alvos estão artistas, produtores musicais e influenciadores digitais.

Entre os nomes citados nas investigações estão MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que negam qualquer participação no esquema. As autoridades apontam que o grupo utilizava empresas de entretenimento para misturar recursos lícitos com dinheiro oriundo de atividades ilegais, como tráfico de drogas e apostas clandestinas.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema envolvia transações financeiras complexas, uso de empresas de fachada, contas intermediárias e movimentações com criptomoedas, como forma de dificultar o rastreamento dos valores.

Justiça mantém prisões e caso segue sob sigilo

Após audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (16), a Justiça Federal manteve a prisão temporária da maioria dos investigados. Ao todo, 33 pessoas foram apresentadas às autoridades judiciais.

A única exceção foi a influenciadora Débora Paixão, que teve a prisão convertida em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Justiça, o processo segue sob sigilo absoluto e novos desdobramentos dependerão da análise de pedidos ainda pendentes, após manifestação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Entre os investigados também estão nomes ligados a páginas de grande alcance nas redes sociais e empresários do setor musical, ampliando o alcance das apurações sobre o suposto esquema financeiro.

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