O Governo de São Paulo afastou 16 policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de Vinícius Gritzbach, empresário e delator de esquemas ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão inclui três tenentes, seis cabos e sete soldados. Entre eles, o cabo Dênis Antônio Martins, apontado como um dos atiradores do crime.
Os afastamentos ocorreram em 16 de janeiro, data em que a Corregedoria da Polícia Militar prendeu 15 dos agentes. As investigações indicaram a participação de 24 pessoas no assassinato, sendo 17 delas policiais militares. Outro suspeito, o soldado Ruan Silva Rodrigues, acusado de ser o segundo atirador, foi detido no dia 22, mas ainda não afastado oficialmente.
As prisões foram decretadas pela 5ª Auditoria do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo e convertidas em preventivas. Além de Martins, constam na lista os tenentes Fernando Genauro da Silva, Giovanni de Oliveira Garcia e Thiago Maschion Angelim da Silva, entre outros militares.
Emboscada fatal
Vinícius Gritzbach foi morto em novembro de 2024, vítima de uma emboscada no Aeroporto de Guarulhos. Ele foi alvejado com 29 tiros de fuzil ao retornar de férias com a namorada. Segundo as investigações, o crime foi uma retaliação à delação premiada feita por Gritzbach, na qual revelou esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo policiais e membros do PCC. Os mandantes do crime ainda não foram identificados.
Quatorze dos policiais presos atuavam de forma irregular como seguranças do empresário. Cinco deles estavam em serviço no dia do crime.
Com informações de Metrópoles





