Suspenso no Brasil desde quarta, Telegram vai recorrer da decisão e diz que dados pedidos pela Justiça são “impossíveis de obter”

Sem funcionamento no Brasil desde a última quarta-feira, o Telegram se manifestou na manhã deste sábado, nas redes sociais, sobre a medida judicial que impede o seu funcionamento. Segundo a plataforma, o aplicativo foi suspenso “por falhar em fornecer dados tecnologicamente impossíveis de obter”. O Telegram Brasil também informou que está recorrendo da decisão. As informações são…

Sem funcionamento no Brasil desde a última quarta-feira, o Telegram se manifestou na manhã deste sábado, nas redes sociais, sobre a medida judicial que impede o seu funcionamento.

Segundo a plataforma, o aplicativo foi suspenso “por falhar em fornecer dados tecnologicamente impossíveis de obter”. O Telegram Brasil também informou que está recorrendo da decisão.

As informações são do Blog Sonar, no Globo online.

A suspensão do aplicativo em território brasileiro aconteceu após a determinação da Justiça Federal do Espírito Santo, já que o Telegram não entregou dados completos sobre as medidas de combate a grupos neonazistas à Polícia Federal.

A decisão também aumentou a multa aplicada, que era de R$ 100 mil, para R$ 1 milhão por cada dia que o aplicativo não forneça os dados.

A plataforma teria ignorado pedidos expedidos pelo Ministério da Justiça para combater a difusão de grupos neonazistas, que poderiam estar ligados ao conteúdo que incentiva ataques a escolas.

Antes, o ministro da Justiça, Flávio Dino, já havia anunciado que a pasta abriria o processo administrativo contra o aplicativo após a rede não informar os mecanismos adotados para conter conteúdos de ódio e ataques escolares.

Após as primeiras ofensivas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no ano passado, grupos e canais neonazistas buscavam retomar espaço no Telegram.

Uma forma de driblar a Justiça era recriar os chats com outros nomes. Com a mais recente determinação, no entanto, uma onda de conteúdos extremistas voltou a migrar para a deep web.

Tentativas de driblar a Justiça, com soluções tecnológicas para acessar o aplicativo, também têm sido difundidas por grupos de extrema-direita no Twitter, outra plataforma no radar do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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