Dois homens suspeitos de participar de uma chacina em Resende, no Sul Fluminense, trocaram tiros com policiais da 89ªDP(Resende) e com agentes da Polícia Civil de Minas Gerais, na noite desta sexta-feira, no município de Paraguaçu, em Minas Gerais.
Os irmãos Ricardo Alexandre Maia Santos, de 21 anos, e Gustavo Ramos dos Santos, de 24, foram baleados e não resistiram aos ferimentos. Os dois estavam com as respectivas prisões decretadas pela Justiça do Rio de Janeiro. Eles eram procurados por conta da morte de quatro pessoas, entre elas um menino de 8 anos.
O crime aconteceu em um sítio de Resende, onde Gustavo trabalhava para uma das vítimas. No tiroteio, em Paraguaçu, um agente da Polícia Civil de Minas Gerais foi atingido na perna, mas não corre risco de morrer. Os irmãos foram encontrados em uma fazenda, após policiais fluminenses e mineiros receberam informações dando conta da localização do esconderijo. Com os dois mortos, a polícia apreendeu três armas.
— Esse bárbaro crime chocou toda a região. A equipe da delegacia de Resende trabalhou com muito empenho desde o início. A investigação foi feita, os autores foram identificados e o crime foi esclarecido. Os dois executores fugiram para Minas Gerais, mas nossa equipe os encontrou— disse o delegado Rodolfo Atala, da 89ªDP.
Os dois irmãos são apontados em uma investigação da 89ªDP como autores das mortes de Marcos Roberto de Cássio, de 52, dos seus dois filhos LuÍs Otávio Campos de Cássio, de 31,e Luís Miguel Conceição de Cássio, de 8, além de Dionísio Machado de 28. As quatro vitimas estavam desaparecidas desde o último dia 7. No dia 9, os corpos das quatro pessoas foram encontrados com marcas de tiros na cabeça. Todos estavam enterrados em uma cova, em um sítio, de propriedade de Marcos. Este último, além das marcas de tiros também teria sido espancando antes de ser assassinado.
Familiares registraram, no último dia 7, o sumiço das vítimas. Durante uma varredura realizada pela polícia e Guarda Municipal, dois dias depois, foram encontrados primeiro uma poça de sangue seco e um chinelo de uma criança em uma localidade, e depois os quatro corpos enterrados próximo a um córrego.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado porque os autores dos assassinatos tiveram conhecimento de que o proprietário do sítio, receberia quase R$ 60 mil pela venda de um lote de gado.
Já o menino, de oito anos, teria sido morto porque conhecia um dos envolvidos.
Com informações de O Globo





