O processo contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro foi arquivado nessa terça (27), pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pela Segunda Turma da Corte e com os votos favoráveis dos ministros Gilmar Mendes, André Mendonça, Nunes Marques e Dias Tóffoli. Já Edson Fachin votou por enviar a investigação para a Justiça de Minas Gerais.
Em nota, o advogado Alberto Toron, que representa Aécio Neves, celebrou o arquivamento do processo. “Essas falsas acusações são resquícios de uma época em que o Estado Democrático do Direito Brasileiro foi atacado e ameaçado pelo projeto pessoal de poder de alguns membros de algumas instituições, que lançaram denúncias indevidas contra as lideranças de diversos partidos políticos do país. A verdade, mais uma vez, prevaleceu”, disse Toron.
O processo contra Aécio Neves foi aberto em 2017, a partir de delações premiadas feitas no âmbito da Operação Lava Jato. O parlamentar era acusado de ter recebido propina da Odebrecht para beneficiar a empresa em contratos com o governo de Minas Gerais, quando ele era governador do estado.
A defesa de Aécio Neves sempre negou as acusações e alegou que não havia provas contra o parlamentar.
“A verdade é que as supostas provas contra o senador Aécio Neves sempre foram frágeis e inconsistentes. A decisão do ministro Gilmar Mendes confirma isso e coloca um fim a essa perseguição política que ele vinha sofrendo há anos”, disse Alberto Toron.
Com informações de O Globo





