O comércio exterior brasileiro manteve ritmo acelerado em 2026 e registrou um desempenho expressivo nos primeiros sete meses do ano. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Agência Gov, mostram que o superávit da balança comercial alcançou US$ 48,90 bilhões entre janeiro e a quarta semana de julho, um crescimento de 36,2% em relação ao mesmo período de 2025.
O resultado reflete o avanço consistente das exportações, que cresceram em ritmo superior ao das importações e ampliaram o saldo positivo das transações comerciais do país. Além disso, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — também atingiu um novo patamar, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional.
Exportações lideram crescimento do saldo comercial
Somente até a quarta semana de julho, o Brasil exportou US$ 27,59 bilhões, valor 9,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As importações também avançaram, mas em ritmo mais moderado, somando US$ 21,05 bilhões, alta de 7%.
Com isso, o saldo comercial do mês atingiu US$ 6,54 bilhões, crescimento de 19,4% em comparação com julho de 2025.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras chegaram a US$ 212,36 bilhões, representando um aumento de 11,2% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 163,46 bilhões, avanço de 5,4%.
A diferença entre as vendas e as compras externas resultou no superávit de US$ 48,90 bilhões, reforçando a tendência de expansão do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.
Corrente de comércio bate US$ 375,8 bilhões
Outro indicador que confirma o bom momento do setor é a corrente de comércio, que reúne o total movimentado entre exportações e importações.
Entre janeiro e a quarta semana de julho, esse volume alcançou US$ 375,82 bilhões, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Somente em julho, a corrente de comércio avançou 8,5%, resultado impulsionado pelo aumento simultâneo das vendas brasileiras ao exterior e das compras realizadas no mercado internacional.
Os números indicam um cenário de maior dinamismo nas relações comerciais do país, com crescimento do fluxo de mercadorias e fortalecimento da participação das exportações na composição do saldo positivo da balança comercial.
Agropecuária e indústria sustentam avanço das exportações
O desempenho das exportações foi puxado por todos os principais segmentos da economia brasileira.
Na agropecuária, as vendas externas cresceram 14,3% em julho, consolidando o setor como um dos principais motores do comércio exterior nacional.
A indústria extrativa também apresentou forte desempenho, com alta de 11,4%, enquanto a indústria de transformação registrou crescimento de 6,4% nas exportações em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço simultâneo dos três segmentos foi determinante para o crescimento de 9,7% das exportações em julho e para a expansão acumulada de 11,2% ao longo de 2026.
MDIC acompanha evolução do comércio exterior
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que monitora semanalmente o desempenho das exportações, das importações, da balança comercial e da corrente de comércio brasileira.
O resultado reforça a trajetória positiva do comércio exterior em 2026, marcada pelo crescimento das exportações acima do ritmo das importações. Esse movimento contribui para ampliar o superávit comercial e fortalecer a participação do Brasil no mercado global, em um contexto de expansão das vendas externas e maior dinamismo das atividades econômicas ligadas ao setor exportador.





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