Sucessão de greves na Argentina desafia “terapia de choque” de Milei

Os poderosos sindicatos da Argentina se uniram contra as políticas de Milei. Em 24 de janeiro, uma greve geral reuniu milhares nas ruas, a primeira contra um novo presidente na história recente do país

As medidas de austeridade do presidente argentino Javier Milei, apelidadas de “terapia de choque”, geram uma onda de greves no país. Sindicatos se mobilizam contra políticas que comprometem salários e aposentadorias.

Nessa quarta (21), uma greve de 24 horas dos ferroviários afetou mais de 1 milhão de passageiros, segundo o porta-voz de Milei, Manuel Adorni. Nesta quinta (22), profissionais de saúde planejam parar, e os servidores públicos devem fazer o mesmo no dia 26 de fevereiro. Greves de professores também foram anunciadas.

Os poderosos sindicatos da Argentina se uniram contra as políticas de Milei. Em 24 de janeiro, uma greve geral reuniu milhares nas ruas, a primeira contra um novo presidente na história recente do país.

O governo Milei ofereceu um aumento de 27% nos benefícios de seguridade social até março, mas a medida não compensa as perdas com a inflação. Com alta anual de preços em torno de 250%, a austeridade causa perdas de renda real para os argentinos. Em dezembro, por exemplo, o aumento salarial de 8,9% foi superado pela inflação mensal de 25%.

As greves refletem o descontentamento da população com as medidas de Milei e aumentam a pressão sobre o governo. A busca por soluções para a crise econômica e social da Argentina se torna cada vez mais urgente.

Com informações de O Globo

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