Rodrigo Vilela
O deputado Sóstenes Cavalcante será reconduzido à liderança do PL, partido de Jair Bolsonaro, em 2026, que é ano eleitoral. Com isso, o parlamentar desiste de qualquer sonho de se candidatar ao Senado pelo Rio e seguirá como deputado. Com atuação elogiada na liderança, onde o PL viu a dosimetria de penas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, ele também foi voz ativa contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, os atos do judiciário, e na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com o acordo, Sóstenes se mantém na posição de destaque e, com isso, abre caminho para ter votação recorde neste ano, mas desiste da briga pela vaga à Casa Alta do Congresso. Já está tudo alinhado com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e o senador Flávio Bolsonaro, que se tornou porta-voz do pai, que segue preso em Brasília.
A saída de Sóstenes do páreo abre vários flancos para que o PL cogite nomes para a vaga deixada por Flávio Bolsonaro ao Senado. O delegado Felipe Curi, responsável pela operação mais letal da história do Rio, por exemplo, passou a ser testado em pesquisas de intenção de votos.
Quem também se anima diante da possibilidade de ser candidato novamente à Casa Alta do Congresso é o ex-prefeito Marcelo Crivella. O nome dele cresceu, após Flávio Bolsonaro sair da disputa para tentar a presidência. Crivella conta com o apoio do setor evangélico, tem eleitorado cativo pelo tempos de prefeito, e seria catapultado pelo apoio da família Bolsonaro.
Para os Bolsonaro, o apoio a ele seria decisivo para colher, em troca, a vinculação direta do Republicanos, partido que é dominado pela Assembleia de Deus e pela Igreja Universal do Reino de Deus, da qual ele faz parte.






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