Shakira: Couto nega verba e prefeitura banca show sozinha

Governo do estado recua e alega crise fiscal. Prefeitura anuncia complemento de R$ 5 milhões e projeta retorno econômico elevado.

O show da cantora colombiana Shakira em Copacabana ganhou um novo contorno político e financeiro. O governo do Rio de Janeiro decidiu não investir recursos no evento, transferindo à prefeitura a responsabilidade integral pelo financiamento da apresentação.

A decisão partiu do governador em exercício, Ricardo Couto, que avaliou que o momento não era adequado para o aporte de verba estadual.

Segundo informações divulgadas, não havia contrato firmado, o que permitiu ao estado recuar sem prejuízo jurídico. A justificativa oficial foi a situação fiscal do Rio. “O governo decidiu não patrocinar o evento em razão da grave crise fiscal”, informou nota oficial.

Mesmo fora do financiamento, o estado garantiu que manterá apoio operacional ao show, com estrutura semelhante à utilizada em grandes eventos como o Réveillon.

Prefeitura assume custos

Com a saída do governo estadual, a Prefeitura do Rio de Janeiro passou a arcar sozinha com o investimento. Inicialmente previsto em R$ 15 milhões, o valor foi ampliado.

O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou um complemento de R$ 5 milhões, elevando o total para R$ 20 milhões.

“Vamos complementar para viabilizar a produção e ainda economizar recursos que antes seriam divididos com o estado”, afirmou.

Mudança de modelo

Nos últimos anos, o financiamento de grandes shows na cidade vinha sendo compartilhado entre estado e município. Em 2024, o governo estadual destinou recursos para o show de Madonna. Em 2025, o aporte foi ainda maior para a apresentação de Lady Gaga.

A decisão atual rompe esse padrão e concentra o investimento exclusivamente na prefeitura.

Operação de segurança mantida

Apesar da retirada do patrocínio, o estado seguirá responsável pela segurança do evento. A previsão é mobilizar 5.692 agentes, além de sistemas de monitoramento em tempo real, reconhecimento facial e apoio de bombeiros e Defesa Civil.

A estrutura inclui torres de observação, viaturas com câmeras e pontos de hidratação para o público.

A prefeitura aposta no retorno econômico do evento, estimando impacto significativo para o turismo e o comércio da cidade.

Segundo a gestão municipal, a projeção é de que o a vinda da cantora movimente R$ 800 milhões na cidade.


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