O volume do setor de serviços no Brasil registrou queda de 0,4% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12/2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro, o recuo havia sido de 0,1% frente a outubro.
Apesar da retração no fim do ano, o setor encerrou 2025 com crescimento acumulado de 2,8%, mantendo trajetória positiva no período mais amplo.
Na comparação com dezembro de 2024, o avanço foi de 3,4%, marcando o 21º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação.
Desempenho anual e nível histórico
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que monitora a receita bruta de empresas formais com 20 ou mais trabalhadores — excluindo saúde e educação — mostra que o setor permanece em patamar elevado.
De acordo com o IBGE, o volume de serviços está 19,6% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, e apenas 0,4% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em novembro de 2025.
A próxima divulgação da PMS, referente a janeiro de 2026, está prevista para 13 de março.
Atividades que puxaram a queda
O recuo de dezembro foi influenciado principalmente pelo desempenho negativo em três dos cinco grupos que compõem o setor: transportes (-3,1%), outros serviços (-3,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%).
No segmento de transportes, houve retração expressiva no transporte aéreo (-5,5%), na armazenagem e correio (-4,9%) e no transporte aquaviário (-1,4%).
Entre os serviços profissionais, os técnico-profissionais apresentaram queda mais acentuada (-4,3%), enquanto os serviços administrativos e complementares recuaram 0,3%.
O grupo de outros serviços registrou retração de 3,4% no mês.
Segmentos em alta
Apesar do resultado geral negativo em dezembro, duas grandes atividades registraram crescimento: informação e comunicação (1,7%) e serviços prestados às famílias (1,1%).
Dentro de informação e comunicação, o desempenho foi impulsionado principalmente pelos audiovisuais (9,1%). A tecnologia da informação e comunicação (TIC) avançou 0,6%, as telecomunicações cresceram 0,4% e os serviços de TI tiveram alta de 0,2%.
Nos serviços prestados às famílias, o avanço foi de 1,1%, com destaque para outros serviços às famílias (8,5%) e alojamento e alimentação (0,9%).






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