O setor de energia contribui com cerca de 40% das emissões globais de metano (CH4), ficando próximo da agropecuária, responsável por 42% do total de emissões desse gás em 2021, segundo o portal Climate Watch, que compila dados sobre emissões de diversos países. No Brasil, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do Globo, o Rio de Janeiro lidera as emissões de metano relacionadas ao setor energético, concentrando 36% das emissões registradas no país em 2023. Esse índice está diretamente relacionado ao fato de o estado ser o maior produtor de petróleo e gás do Brasil.
No setor energético, o metano é liberado principalmente por meio de emissões fugitivas, que são escapes de gás ocorridos ao longo de processos como exploração, transporte e refino de petróleo e gás natural. Esses escapes podem ser intencionais, como nos casos em que é necessário liberar gás para regular a pressão em unidades de processamento, ou não intencionais, como vazamentos durante a abertura de poços de petróleo.
As emissões fugitivas destacam a importância de políticas e tecnologias que minimizem o impacto ambiental da produção e distribuição de combustíveis fósseis, especialmente em estados como o Rio de Janeiro, onde a atividade é mais intensa.
Pesquisadores afirmam que eliminá-las deve ser uma pretensão ambiental, já que cada tonelada de metano possui potencial de aquecimento do planeta 28 vezes maior do que uma tonelada de CO2, além de contribuir com a poluição do ar.





