Dois integrantes da facção Comando Vermelho (CV) foram condenados pelo Tribunal do Júri por tentarem matar sete policiais militares durante uma operação realizada em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, em maio de 2024. A decisão foi obtida pela 1ª Promotoria de Justiça junto ao IV Tribunal do Júri da Capital na madrugada desta quarta-feira (24).
Gabriel Santos de Oliveira foi condenado a 43 anos de prisão, enquanto Cristian Ferreira Correa recebeu pena de 39 anos de reclusão. Ambos também foram condenados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Ataque durante operação
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o ataque ocorreu em 31 de maio de 2024, durante uma operação policial na entrada da comunidade Terra Nostra, em Costa Barros.
Segundo a acusação, Gabriel e Cristian, acompanhados de outros traficantes, efetuaram diversos disparos de fuzil contra policiais militares que participavam da ação. Os agentes não foram atingidos e conseguiram escapar da tentativa de homicídio.
Ainda conforme o MPRJ, os disparos tinham o objetivo de impedir a prisão dos criminosos, que portavam ilegalmente armas de fogo de uso restrito.
Guerra entre facções
A operação policial tinha como objetivo conter os confrontos entre integrantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) na região.
Segundo a denúncia, o veículo ocupado pelos réus e outros comparsas chegou a atingir o blindado utilizado pelos policiais antes do início do ataque a tiros.
Fundamentação da sentença
Ao fixar as penas, o juízo destacou a gravidade dos crimes praticados contra agentes de segurança pública em serviço.
Na sentença, o magistrado afirmou que “a prática do crime contra policiais militares torna o crime mais gravoso do que o previsto nos elementos do tipo penal, pois, além de ofender a pessoa da vítima, constitui uma grave e deliberada ofensa às instituições do Estado e, em especial, à segurança pública, evidenciando desprezo pela autoridade do Estado e pelo sistema de proteção social que o agente representa no exercício de seu múnus público”.
Com a condenação, Gabriel Santos de Oliveira cumprirá pena de 43 anos de prisão, enquanto Cristian Ferreira Correa permanecerá preso por 39 anos.






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