Moradores do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, retiraram pelo menos 10 corpos de um manguezal no bairro das Palmeiras, dentro do complexo, na manhã desta segunda-feira (22). Segundo os moradores, todos os corpos têm marcas de tortura e foram enfileirados e cobertos por lençóis na Rua Pedro Anunciato da Cruz, ao lado do mangue.
A chacina do Complexo do Sagueiro segue o roteiro de quase todas as chacinas, como a que matou 24 pessoas no Jacarezinho, no Rio, em maio passado: um policial é assassinado e, depois disso, pessoas aparecem mortas, como num ato de retaliação.
No sábado (20), um policial militar morreu em atuação na região do Salgueiro. O sargento foi identificado como Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos. Após a ação, os policiais ocuparam o bairro.
Moradores afirmaram ao portaç G1 que a ação foi uma represália à morte do agente.
“As mães estão entrando dentro do mangue. Com o mangue acima do joelho para poder tentar puxar os corpos”, declarou outra moradora que também manteve a identidade sob sigilo.
O porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, em entrevista ao Bom Dia Rio, disse que “estes confrontos foram intensos, foram na área de mangue, é uma área de difícil trânsito. Logicamente estamos falando de um momento em que marginais estavam no interior da mata fechada”.
Ele se recusou a comentar as acusações dos moradores do Complexo do Salgueiro.






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