Sete candidatos participaram do debate da Band em BH marcado por farpas

Atritos e alfinetadas motivaram embates acalorados

O primeiro encontro televisivo para discutir as propostas para a prefeitura de Belo Horizonte rendeu uma série de farpas entre os sete candidatos presentes. Entre atritos e alfinetadas, o nome de caciques como o presidente Lula (PT), o governador Romeu Zema (Novo) e o ex-prefeito Alexandre Kalil (Republicanos) motivaram embates acalorados.

Durante o terceiro bloco, quando jornalistas da Band fazem perguntas, o deputado estadual Bruno Engler (PL) foi questionado se havia sido abandonado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que não compareceu a sua convenção. A pontuação o irritou:

— A sua pergunta é lamentavelmente mentirosa. Eu não chamei Bolsonaro para minha convenção e ele não veio a pré-campanha por um motivo de saúde. Ele estará na minha campanha, sim, mas hoje estamos discutindo os problemas de BH — disse, ao jornalista.

Rogério Correia, que foi escolhido para comentar, disse que Bolsonaro não estará na campanha de Engler porque será preso. O bolsonarista gritou, ao fundo, “mentira”. O petista terminou o alfinetando:

— Ele (Bolsonaro) roubou joias, tentou um golpe e não vai demorar muito. O candidato não precisa ficar nervoso, toma uma cloroquina. Por isso, ele não fala de Bolsonaro, tá com vergonha.

Zema e Kalil

Já no segundo bloco, Rogerio Correia travou embate com outro candidato da direita, o deputado estadual Mauro Tramonte. O motivo foi a presença de dois adversários em seu palanque — Zema e Kalil, que disputaram a eleição um contra o outro em 2022. O petista questionou se ele iria indicar aliados de ambos, caso seja eleito.

— Quem vai mandar na prefeitura sou eu. Nós trouxemos o prefeito Alexandre Kalil que tem uma bagagem muito grande e Zema também. Esse papo de cargos é conversa fiada — disse Tramonte.

Correia, por sua vez, discordou e afirmou que a coligação do adversário é tomada pela confusão. Por fim, fez uma referência ao programa “Balanço Geral”, da Record TV, ao qual Tramonte apresentou por 16 anos e se licenciou apenas para concorrer a eleição.

— Você saiu do Balanço Geral e fez um barraco geral em sua coligação — ironizou Correia.

Duda X Engler

Logo no início, o debate abriu com um embate entre a deputada federal Duda Salabert (PDT) e o estadual Bruno Engler (PL). Sorteada para abrir o debate, a pedetista questionou o bolsonarista sobre as mudanças climáticas e afirmou que em seu partido há “negacionistas climáticos e terraplanistas”. Engler, por sua vez, respondeu que as chuvas são a principal problemática:

— É uma grande besteira dizer que meu partido é de negacionistas. O grande problema que Belo Horizonte enfrenta são as chuvas (…) Maneiras de mitigar essa água é ampliar as bacias e procurar soluções tecnológicas.

A resposta deu início a um impasse. Duda afirmou que ele havia apresentado um “conceito equivocado”, justamente por pontuar apenas as chuvas como mudança climática.

Lula e Venezuela

Em resposta ao senador Carlos Viana (Podemos), Bruno Engler fez críticas a Lula e disse que o PT usou dinheiro público para auxiliar o transporte público da Venezuela.

— O último metro de metrô que foi construído em BH foi no período Fernando Henrique Cardoso. O PT construiu metrô em Caracas, com o seu dinheiro.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading