A Polícia Militar analisa se irá abrir um Procedimento Disciplinar Carcerário contra o ex-governador Sérgio Cabral e outros cinco presos que estão no Batalhão Prisional da corporação por faltarem a prova do vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 4 de dezembro.
As informações são do Globo online.
A PM ordenou que sejam realizadas as oitivas dos faltantes sobre os motivos que os levaram a não participar da prova para então avaliar a necessidade de iniciar o procedimento disciplinar.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá se o ex-governador será solto ou não empatou na terça-feira. Com isso, caberá ao ministro Gilmar Mendes, decano na Corte, desempatar o placar e definir o futuro de Cabral, preso há seis anos.
O voto que levou ao empate foi dado pelo ministro Nunes Marques, que acompanhou o relator do caso, Edson Fachin.
Ao todo 24 presos no Batalhão Prisional se inscreveram para prestar o vestibular no começo do mês.
Para a aplicação da prova foram destacados cinco pessoas, sendo três funcionários da Uerj e dois policiais da própria unidade que foram os fiscais do vestibular.
Além de Sérgio Cabral, também faltaram o tenente Daniel Benitez Lopez, condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli em 2011; e a soldado Rhaillayne Oliveira de Mello, presa acusada de matar a irmã em julho deste ano.
A ex-deputada Flordelis dos Santos, condenada pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, e o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos, o Jairinho, que vai a júri popular no caso do menino Henry, estão entre os 1.120 presos do Rio que se inscreveram para o vestibular da Uerj.
Entre os internos conhecidos do noticiário policial que vão tentar cursar o ensino superior estão também o modelo Bruno Krupp, que atropelou e matou um adolescente na Barra, e Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis e condenado pelo mesmo crime que a mãe.
Fazer o vestibular pode ser uma estratégia defensiva para buscar uma progressão de pena.
No entanto, para um detento cursar uma faculdade é necessário ter uma autorização judicial, o que é raro.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), apenas uma presa, em regime semiaberto, faz faculdade no Rio.





