A Comissão de Direitos Humanos do Senado pedirá acesso a áudios de julgamentos do STM (Superior Tribunal Militar) em que ministros admitem episódios de tortura.
As gravações inéditas durante a Ditadura Militar (1964-1985) mostram sete ministros da época conversando sobre episódios de tortura.
É provável que a comissão de Direitos Humanos decida na reunião de hoje convidar o historiador que descobriu os áudios, Carlos Fico, da UFRJ, para fazer um relato de sua pesquisa aos senadores.
O presidente da comissão, senador Humberto Costa (PT-PE), publicou em sua conta no Twitter, ontem (17.abr.2022), que o colegiado tomará “as devidas providências” depois de ter acesso aos áudios. A comissão tem reunião marcada para esta 2ª feira (18.abr) às 14h.
Os áudios, que ao todo somam 10.000 horas, foram obtidos e analisados pelo historiador Carlos Fico, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Uma parte deles foi divulgada neste domingo (17.abr.2022) pela jornalista Míriam Leitão em seu blog no jornal O Globo.
Os conhecidos horrores praticados pela ditadura no Brasil entre 1964 e 1985 voltaram ao centro do debate nacional neste fim de semana com a divulgação de áudios de sessões do Superior Tribunal Militar (STM) em que os ministros da Corte reconhecem que presos políticos foram torturados no país. O material vem sendo compilado pelo historiador e pesquisador da UFRJ Carlos Fico e foi divulgado pela colunista do GLOBO Miriam Leitão, que também foi perseguida pelo regime militar e submetida à tortura.
Responsável pelo estudo falou com O GLOBO. De acordo com ele, as gravações revelam que os integrantes do STM faziam comentários desrespeitosos sobre as vítimas, inclusive piadas a respeito dos torturados.
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