Secretário-geral da ONU pede que comunidade internacional não permita que “Líbano se torne outra Gaza”

Antonio Guterres criticou países que descumprem resoluções da ONU e disse que o Líbano “está a beira do precipício”

A escalada de guerras em curso e um risco de que o conflito em Gaza se amplie pelo Oriente Médio marcaram a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (24).

Os conflitos foram o tema principal do discurso de abertura, feito pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres.

Sem citar Israel, Guterres criticou países que descumprem resoluções da ONU “sem que nada aconteça” – o Conselho de Segurança já aprovou uma resolução pedindo cessar-fogo em Gaza, que foi ignorada por Israel. E pediu que a comunidade internacional se mobilize para evitar que “o Líbano vire outra Gaza”, em referência à escalada do conflito entre Hezbollah e Israel.

“O Líbano está à beira do precipício”, disse. “O povo do Líbano – o povo de Israel – e o povo do mundo – não pode permitir que o Líbano se torne outra Gaza.”

O risco de um conflito regional generalizado no Oriente Médio estará entre os principais assuntos da Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça-feira (24).

Com Israel, Líbano, Irã e grupos militantes islâmicos no radar, os líderes mundiais devem ressaltar a importância da paz nos discursos.

A preocupação é a abertura de uma segunda frente na guerra, que também envolve o Líbano. O país abriga o grupo Hezbollah, que se opõe a Israel e demonstrou apoio aos militantes do Hamas em relação ao genocídio que Israel comete na Faiza de Gaza, região palestina governada pelo grupo.

Bombardeios israelenses no Líbano mataram quase 500 pessoas, na segunda-feira (23), fazendo com que o dia fosse o mais sangrento desde 2006.

É esperado que o conflito seja explorado nos discursos da Assembleia Geral, que contará com a presença de chefes de Estado de 193 países. No entanto, outros temas como fome e mudanças climáticas estarão no radar.

Ainda para esta terça-feira estão previstos discursos dos presidentes da Argentina, El Salvador e Irã. As falas da Palestina e de Israel estão previstas para o dia 26 de setembro. É esperada a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Já a autoridade do Líbano deve discursar no dia 30.

Não devem comparecer à Assembleia os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, e da Venezuela, Nicolás Maduro. Eles serão substituídos pelos respectivos ministros das Relações Exteriores.

Com informações do g1.

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