O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, afirmou que continuará negociando até o último momento a escolha de um candidato a vice-presidente de outro partido. O objetivo, segundo ele, é ampliar o tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na televisão, mesmo diante das dificuldades para consolidar alianças nacionais às vésperas do encerramento das convenções partidárias.
A declaração foi dada poucas horas depois de o Republicanos confirmar que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026. A decisão reduziu ainda mais as possibilidades de Flávio formar uma chapa com outra legenda, cenário que aumenta a chance de uma composição exclusivamente com integrantes do PL.
Durante participação em uma sabatina promovida pelo G4 em parceria com O Antagonista, o senador afirmou que pretende manter as conversas até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Estou tentando até o último minuto que eu puder, porque isso me dá tempo de televisão, o que é importante para comunicar melhor nosso projeto e facilitar que a população conheça nossas propostas para o Brasil”, declarou.
Republicanos mantém neutralidade
A quarta-feira (5) marca o encerramento do período das convenções partidárias, quando os partidos oficializam candidaturas e definem coligações. No entanto, tanto o Republicanos quanto a federação formada por União Brasil e Progressistas já anunciaram que não apoiarão formalmente nenhum candidato à Presidência da República.
Mesmo sem a aliança, Flávio voltou a manifestar preferência pelo nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo ele, a ex-dirigente continua integrando seu grupo político, independentemente da posição adotada pelo Republicanos.
“Eu queria muito que fosse a Daniella. Ela foi fantástica durante o governo Bolsonaro e certamente vai estar do meu lado”, afirmou.
Além dela, o senador citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador Cleitinho Azevedo e a senadora Damares Alves como aliados que deverão participar da campanha, mesmo sem uma aliança nacional formal entre os partidos.
Estratégia mira fortalecimento da campanha
Ao comentar a dificuldade para fechar alianças nacionais, Flávio minimizou o impacto político da falta de apoio formal de legendas do Centrão. Segundo ele, a campanha conseguiu construir mais palanques estaduais em parceria com outros partidos do que a candidatura de Jair Bolsonaro havia alcançado em 2022.
O candidato afirmou que o PL já conta com 22 palanques estaduais, número superior aos dez registrados na eleição presidencial anterior. Para Flávio, o apoio de lideranças regionais e de quadros técnicos de outras legendas poderá compensar a ausência de uma coligação oficial na disputa nacional.
A definição da chapa presidencial deverá ocorrer até 15 de agosto, data-limite estabelecida pelo calendário eleitoral para o registro das candidaturas no TSE.






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